Compra por impulso e falta de investimentos são as
características do brasileiro, diz SPC
Da redação em 11/03/2013
A coisa já é tema de estudos avançados do
comportamento humano. E agora uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito
vem confirmar tudo: 85% dos brasileiros compram por impulso. E, embora se diga
preparado para lidar com o próprio dinheiro, 74% deles não tem qualquer
investimento. O estudo, feito para testar o grau de conhecimento do consumidor
sobre finanças, foi feito em todas as capitais do País, ouvindo 646
consumidores.
Segundo o SPC, quatro em cada dez entrevistados
admitem fazer as compras por impulso em momentos de ansiedade, tristeza ou
angústia. Entre estes, a ansiedade por algum evento que se aproxima – festa ou
viagens, por exemplo – é o motivo que aparece nas classes A e B, enquanto a
baixa autoestima – como insatisfação com a própria aparência – é a razão
mencionada nas classes C e D. “Na busca pelo prazer imediato ou para exibir um
estilo de vida que não condiz com a própria renda, o comprador se alivia
momentaneamente, sem se importar com o futuro do próprio bolso”, diz a
economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos. Segundo a pesquisa, se houvesse uma
situação de perda total das fontes de rendimentos, 30% dos consumidores
admitiram que não conseguiriam manter o atual padrão de vida nem por um mês,
enquanto 35% conseguiriam mantê-lo de um a três meses; 17% deles conseguiriam
por quatro a seis meses e 10% entre sete e 12 meses. Apenas 7% da população
conseguiria manter-se firme nessa situação por mais de um ano.
O estudo também mostra o imediatismo do consumidor
brasileiro: quatro em cada dez entrevistados gastam tudo o que ganham e não
conseguem poupar qualquer quantia. A grande maioria deles (74%) não mantém
qualquer investimento. “Apesar de a pesquisa apontar que 72% dos entrevistados
se consideram aptos a fazer a administração das finanças de casa, o que se
percebe é que o brasileiro não tem noções básicas de orçamento doméstico e não
sabe lidar com o próprio dinheiro”, afirma a economista.
Se você se sentiu dentro da estatística, então veja como
fugir desse consumo que só faz detonar sua bolsa. Comprar é
muito bom. Mas não vale a ruína do orçamento, pode ter certeza.
Mulheres em Ação, publicação da BOVESPA