Vendas ficaram abaixo do que empresa esperava, disse vice-presidente.
Receita líquida teve queda de 12,5% no trimestre e subiu 6,2% no ano.
Receita líquida teve queda de 12,5% no trimestre e subiu 6,2% no ano.
Da Reuters
O lucro
da construtora e incorporadora MRV Engenharia recuou fortemente no
quarto trimestre, pressionado por vendas menores. De outubro a dezembro, a
companhia mineira teve lucro líquido de R$ 115 milhões, queda de 44,9% sobre o
resultado um ano antes, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14).
No
fechado de 2012, o lucro recuou 30,6%, a R$ 528 milhões. "O ano começou
com uma expectativa de crescimento econômico muito maior do que efetivamente
aconteceu (...), com as vendas ficando um pouco abaixo do que a gente tinha
imaginado no início do ano", disse à Reuters o vice-presidente financeiro
da MRV, Leonardo Corrêa.
O
executivo também mencionou que a atualização dos parâmetros do programa
"Minha Casa, Minha Viva", no início de outubro aconteceram um pouco
mais tarde do que o esperado, pressionando também os resultados.
A receita
líquida trimestral da empresa ficou em R$ 1,023 bilhão, queda de 12,5% na
comparação anual. No acumulado do ano, porém, a receita líquida foi de R$ 4,266
bilhões, 6,2% maior do que no ano anterior.
Entre
outubro e de dezembro, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros,
impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 171 milhões, recuo de 40,5% na
comparação anual e também abaixo das previsões. No ano, o indicador caiu 22,3%,
a R$ 812 milhões.
Perspectivas
Para 2013, Corrêa espera um volume de vendas parecido com o do ano passado, e um volume de lançamentos percentualmente maior do que as vendas. "E receitas um pouco maiores do que as de 2012", acrescentou.
Para 2013, Corrêa espera um volume de vendas parecido com o do ano passado, e um volume de lançamentos percentualmente maior do que as vendas. "E receitas um pouco maiores do que as de 2012", acrescentou.
Pela
primeira vez desde que a empresa fez sua estreia na bolsa, em 2007, a MRV optou
por não fazer uma divulgação das metas para o ano.
"A
gente está vendo como política mais adequada para a gestão do negócio não ter o
'guidance'. (...) Acaba nos levando a um esforço maior para cumpri-lo, e aí
você eventualmente, no curto prazo, pode ter tomar medidas que não podem ser as
melhores pensando no longo prazo", afirmou Corrêa.
Segundo o
executivo, a companhia já atingiu um nível de maturidade em relação a unidades
construídas, cidades onde pretende ter operações e em relação ao tamanho da
força de produção para construção. "A gente já está num processo bastante
maduro, o que a gente vai ver agora para a frente é uma geração de caixa e uma
consistência maior dos resultados", disse o executivo.
Em
dezembro, uma das filiais da MRV foi incluída no cadastro do Ministério do
Trabalho de empresas que submeteram empregados a condições análogas às de
trabalho escravo. O nome foi retirado no final de janeiro. Antes disso, em
agosto, a MRV já havia tido dois projetos incluídos na lista do Ministério do
Trabalho.
Nas duas
ocasiões, a Caixa Econômica Federal anunciou a suspensão de novos
financiamentos para a companhia.
Segundo
Corrêa, isso não teve impacto na condução do negócios. "Não atrapalhou em
nada as operações", afirmou.