Após alta de 1,40% na sessão
anterior, Ibovespa volta a cair; indecisão política na Itália pesa sobre ações
europeias
O Ibovespa Futuro acompanha os mercados mundiais e cai nesta
quarta-feira (27). Após o principal índice de ações da bolsa avançar1,40% no
último pregão, o índice futuro apresenta queda de 0,93%, a 55.300 pontos,
nesta manhã.
Na
Itália, a indecisão sobre quem será o primeiro-ministro mexe com as ações,
levando o índice FTSE MIB a cair 1,36%, a 15.285 pontos. No país, há uma divergência sobre apoio à Pier
Luigi Bersani, que teve o partido mais votado nas eleições, por parte do
partido de Silvio Berlusconi, que exige membros de seu partido no governo local
em troca de apoio.
Essa
manhã também é marcada pelo anúncio do PIB (Produto
Interno Bruto) final em alguns países da zona do euro. O Reino
Unido confirmou uma retração de 0,3% da economia nos três últimos meses de
2012, mesmo desempenho visto na França, que também revelou seus números nesta
manhã.
Ibovespa
Futuro sugere abertura em queda nesta sessão (Getty Images)
Ainda
por lá a confiança na economia da zona do euro caiu mais que o previsto em
março. Segundo dado elaborado pela Comissão Europeia, o índice caiu de 91,1 em
fevereiro para 90 neste mês, uma retração ligeiramente maior do que o esperado
pelo mercado.
Isso
ajuda no movimento de declínio dos índices europeus, com destaque para Ibex 35,
da Espanha, caindo 1,56%, a 7.864 pontos e Cac 40, da França, desvalorizando 1,43%, a 3,696 pontos.
A
crise bancária no Chipre perde um pouco de destaque, apesar de ter seu rating
rebaixado pela agência de risco Fitch, que disse que o colapso nos bancos ainda
acarretará em implicações negativas para a economia doméstica.
Nos
EUA, os contratos futuros caem acompanhando a tendência mundial. Aguardando
dados sobre o setor imobiliário e o estoque de petróleo dos EUA, o índice
S&P 500 cai 0,37%, o Nasdaq desvaloriza 0,29% e o Dow
Jones 0,35%.
Temporada
de resultados chegando ao fim no Brasil
No Brasil, o destaque fica com o último suspiro da temporada de resultados, que acaba nesta semana. Entre o último pregão e a manhã desta quarta-feira, diversas empresas divulgaram seus balanços, com destaque para as empresas de logística e de petróleo do grupo EBX, de Eike Batista. A LLX Logística (LLXL3) registrou queda de mais de 30% em seu prejuízo e a OGX Petróleo (OGXP3) obteve aumento de 130% em seu prejuízo anual. Já a PDG Realty (PDGR3) apresentou prejuízo de R$ 1,218 bilhão, com queda de 84% na receita líquida do quarto trimestre de 2012.
No Brasil, o destaque fica com o último suspiro da temporada de resultados, que acaba nesta semana. Entre o último pregão e a manhã desta quarta-feira, diversas empresas divulgaram seus balanços, com destaque para as empresas de logística e de petróleo do grupo EBX, de Eike Batista. A LLX Logística (LLXL3) registrou queda de mais de 30% em seu prejuízo e a OGX Petróleo (OGXP3) obteve aumento de 130% em seu prejuízo anual. Já a PDG Realty (PDGR3) apresentou prejuízo de R$ 1,218 bilhão, com queda de 84% na receita líquida do quarto trimestre de 2012.
Nesta
quarta-feira, 19 empresas divulgarão seus resultados, com destaque para o
setor imobiliário, com a JHSF (JHSF3) e a
Brookfield (BISA3), além de Cemig (CMIG4), Marfrig (MRFG3), Raia Drogasil (RADL3) e Valid (VLID3).
Na
agenda de indicadores, o principal dado foi o IGP-M (Índice de Preços Geral -
Mercados), apresentado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que registrou
variação positiva de 0,21%, apresentando queda em relação ao resgistrado em
fevereiro (0,29%).
Ainda por aqui, teremos
o IPP (Índice de Preços ao Produtor) da indústria de transformação e o fluxo
cambial semanal, divulgado pelo Banco Central.