quarta-feira, 27 de março de 2013

Sete em cada dez empresas estão no mercado há mais de cinco anos, revela SPC Brasil

Pesquisa ouviu comerciantes de todas as capitais brasileiras para traçar o perfil do empresário varejista e sondar expectativas de crescimento para 2013

A atual política de estímulo ao consumo impactou significativamente no poder de compra do consumidor brasileiro, o que consequentemente alavancou as vendas do comércio nos últimos dois anos. E foi exatamente este cenário otimista que uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) capturou de empresários varejistas ouvidos em todas as capitais brasileiras. Sete em cada dez (73%) comerciantes conseguiram a tão sonhada estabilidade: estão consolidados no mercado há mais de cinco anos. Para a maioria (73%) dos entrevistados, o faturamento em 2013 será ainda melhor que o obtido em 2012. Sem contar que 58% dos empresários revelaram que pretendem contratar algum funcionário neste ano.
As razões mais citadas por aqueles que acreditam que 2013 será um ano melhor que 2012 são o maior número de pessoas empregadas (19%), a maior disponibilidade de crédito (14%) e o crescente planejamento financeiro das famílias (11%). “É importante ressaltar que as expectativas dos empresários são geralmente baseadas em percepções passadas. Dessa forma, dada conjuntura econômica favorável ao consumo em 2012, é natural que os empresários esperem um bom desempenho neste ano e não levem em consideração fatores que comprometam o poder de compra do consumidor como a inflação”, avalia a economista do SPC Brasil Ana Paula Bastos.
Contratações e investimentos
Quando questionados sobre ampliações no quadro de funcionários, 58% dos varejistas entrevistados afirmaram que pretendem contratar ou efetivar funcionários em 2013. Na avaliação dos economistas do SPC Brasil, o número de comerciantes que não vão contratar (41%) reflete a absorção da mão de obra disponível em 2012. “Isso pode ser facilmente percebido pelas baixas taxas de desemprego verificadas em 2012”, explica Ana Paula Bastos.
O estudo também revela que 57% dos entrevistados pretendem fazer investimentos no próprio negócio em 2013. Para o SPC Brasil, a atual conjuntura econômica brasileira com baixas taxas de desemprego, expansão da oferta de crédito e crescimento dos salários acima da inflação impulsionam o consumo e fazem com que empresários se sintam mais confiantes para investir e se tornarem cada vez mais competitivos.
As principais áreas nas quais serão realizados investimentos são ampliação e melhoria das instalações (27%), divulgação e marketing (17%) e formação a ampliação de estoques (13%). “Nota-se uma preocupação crescente dos empresários com a imagem da empresa, o que constitui uma estratégia para que o varejista consiga se destacar diante da acirrada concorrência”, avalia Bastos.
Perfil do negócio
A maioria (55%) dos comerciantes está consolidada no mercado há mais de cinco anos. Para o SPC Brasil, este dado demonstra que as empresas estão conseguindo se manter firmes no mercado, mesmo frente a tantos desafios que encontram durante a gestão do negócio como alta carga tributária, concorrência acirrada e falta de mão de obra qualificada.
Dados da pesquisa SPC mostram que a maior parte dos entrevistados (69%) afirmou possuir até nove funcionários. Além disso, 61% dos comerciantes têm apenas um único estabelecimento e 76% declararam ter rendimentos abaixo de R$ 754 mil por ano. “Os resultados da pesquisa indicam que, por qualquer que seja o critério utilizado, a maioria do varejo brasileiro é formada por empresas de micro e pequeno porte”, afirma Ana Paula Bastos.
Cenário econômico em 2013
De acordo com os entrevistados, os aspectos do atual cenário econômico que mais influenciarão positivamente o comércio varejista em 2013 serão o aumento do poder de compra da classe média brasileira (89%), a queda nas taxas de juros (86%), as melhorias em infraestrutura urbana e o aumento do volume de crédito (78%).
No entanto, os entrevistados consideram que o aumento da inflação (82%), a alta no preço dos combustíveis (78%) e o aumento da inadimplência (76%) são os fatores mais temidos em 2013.
Metodologia da pesquisa
O estudo foi encomendado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Foram ouvidos 615 varejistas em todo país. O levantamento foi realizado em todas as capitais brasileiras, com alocação proporcional ao tamanho da população economicamente ativa (PEA), com margem de erro de 4,0% e um intervalo de confiança de 95%.

 Publicado no site Administradores

Lula diz que viagens pagas por empresas servem para 'vender' país


DE SÃO PAULO
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva justificou as viagens a países da América Latina e África pagas por empresas privadas ao afirmar que servem para "vender" os produtos brasileiros.
"Se alguém tiver um produto brasileiro e tiver vergonha de vender, me dê que eu vendo. Não tenho nenhuma vergonha de continuar fazendo isso. Se for preciso vender carne, linguiça, carvão, faço com maior prazer. Só não me peça para falar mal do Brasil que eu não faço isso", afirmou o ex-presidente, em entrevista ao jornal "Valor Econômico" publicada nesta quarta-feira (27).
Na semana passada, a Folha revelou que 13 de suas 30 viagens ao exterior após sair do cargo foram bancadas por empreiteiras com interesses nos países visitados, conforme telegramas obtidos via Itamaraty.
No exterior, Lula participou de encontros privados entre políticos locais e empresários brasileiros, além de prometer levar pedidos a Dilma Rousseff.
Nessas viagens, o governo brasileiro também teve gastos, pois Lula recebeu apoio de embaixadas, por meio de funcionários locais ou diplomatas enviados do Brasil para acompanhá-lo. Há também pagamento de almoços e aluguéis de material para a comitiva.

Viagens de Lula ao exterior

Na entrevista ao "Valor", o petista lembrou que costumava levar empresários nas suas viagens quando era presidente. "Viajo para vender confiança. Adoro fazer debate para mostrar que o Brasil vai dar certo. Compre no Brasil porque o país pode fazer as coisas. Esse é o meu lema."
Lula aproveitou ainda para criticar o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. "Fico com pena de ver uma figura de 82 anos como o Fernando Henrique Cardoso viajar falando que o Brasil não vai dar certo. Fico com pena."
Ao falar das palestras remuneradas, Lula citou o caso de FHC e do americano Bill Clinton e disse ser uma das poucas pessoas com autoridade de ganhar dinheiro com isso por causa do governo que fez.
"Contam-se nos dedos quantos presidentes podem falar das boas experiências administrativas como eu", afirmou.
ELEIÇÃO
Ao comentar a eleição presidencial de 2014, Lula afirmou que a prioridade é a reeleição da presidente Dilma Rousseff, mesmo que o PT tenha que abrir a mão de candidaturas em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
"Não podemos permitir que a eleição da Dilma corra qualquer risco. Não podemos truncar nossa aliança com o PMDB. Acho que o PT trabalha muito com isso e que Lindbergh pode ser candidato sem causar problema. Acho que o Rio vai ter três ou quatro candidaturas e ele, certamente, vai ser uma candidatura forte", afirmou o ex-presidente.
Ele se referia ao senador Lindbergh Faria cuja candidatura sofre resistência do PMDB do governador Sérgio Cabral e do provável candidato da sigla, o vice-governador Luiz Fernando Pezão.
Em São Paulo, o petista defendeu a aproximação com o PSD de Gilberto Kassab, que é pré-candidato, e o PTB para bater o PSDB. "Precisamos quebrar esse hegemonismo dos tucanos aqui em São Paulo, porque eles juntam todo mundo contra o PT. Precisamos quebrar isso. Acho que temos todas as condições."
Sobre a possível candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Lula afirmou que considera normal que se apresente, mas disse que pretende ter uma conversa com ele.
"Eu não misturo minha relação de amizade com as divergências políticas. Segundo, acho muito cedo pra falar da candidatura Eduardo. Ele é um jovem de 40 e poucos anos. Termina seu mandato no governo de Pernambuco muito bem avaliado. Me parece que não tem vontade de ser senador da República nem deputado. O que é que ele vai ser? Possivelmente esteja pensando em ser candidato para ocupar espaço na política brasileira, tão necessitada de novas lideranças."
SAÚDE
Questionado sobre o julgamento do mensalão, Lula disse que não fala sobre o assunto por respeito ao Judiciário.
"Quando tiver a decisão final vou dar minha opinião como cidadão. Por enquanto vou aguardar o tribunal. Não é correto, não é prudente que um ex-presidente fique dizendo 'Ah, gostei de tal votação', 'Tal juiz é bom'."
Sobre sua saúde, ele disse estar bem e afirmou que não existe mais câncer na laringe. "A fonoaudióloga diz que é como se fosse a erupção de um vulcão. Tem uma pele diferenciada na garganta que leva tempo para cicatrizar. Quando falo dá muita canseira na voz. Já tenho 67 anos." O petista disse que não está mais fumando e bebendo.
Apesar disso, o ex-presidente afirmou que não voltará a ser candidato. "Está na hora de ficar quieto, contando experiência. Mas meu medo é falar isso e ler na manchete. Não sei das circunstâncias políticas. Vai saber o que vai acontecer nesse país, vai que de repente eles precisam de um velhinho para fazer as coisas. Não é da minha vontade. Acho que já dei minha contribuição. Mas em política a gente não descarta nada."
 Publicado na Folha de São Paulo, hoje.

Serra contra os mineiros


Jornal do Brasil   Mauro Santayana


Os dois maiores problemas do homem são o mistério da morte e a ambição do poder. Lucrécio, em De rerum natura, associa uma coisa à outra, ao dizer que do medo da morte nasceram a fome do ouro e a ambição da glória – e glória, direta ou indiretamente, é poder.
A ambição do poder é legítima, mas quando não se submete à razão, costuma perder-se. Há dois paradigmas históricos clássicos sobre a conduta na busca e no exercício do poder. Um é o do Cardeal de Richelieu, o outro, o de Nero. O tutor e todo poderoso ministro de Luís 13 foi o modelo de todos quantos submeteram o poder à razão de Estado.
O imperador romano foi o mais enlouquecido dos tiranos. E há aqueles que, em sua paranoia, supõem que agem com lógica em sua insensatez, como Hitler. Entre nós, e em episódio menor e grotesco, tivemos o comportamento de Jânio Quadros, que chegou ao Planalto, e o de Lacerda, que ficou no caminho. 
José Serra é um caso de estudo político. O jovem, filho de trabalhadores imigrantes, destacou-se na adolescência como líder estudantil. Era, na identificação ideológica do tempo, homem de esquerda. A formação, no exílio, que lhe não foi difícil, graças à solidariedade dos meios acadêmicos, fez dele um economista. Ao retornar, depois do exercício eventual do jornalismo, integrou-se no MDB e, assim, ocupou a Secretaria de Planejamento do governador Franco Montoro.
Serra, pelo que dizem as folhas, e ele não desmente, está se unindo ao governador de Pernambuco contra Aécio Neves. A menos que haja uma explicação psicanalítica, não se trata de um problema pessoal. Os dois sempre se deram bem,  não obstante os 20 anos a mais de Serra. O que está em jogo, e não se confessa, é o interesse de parcelas, minoritárias, das elites econômicas de São Paulo, que, sem qualquer razão objetiva, sempre viram, em Minas, a linha de resistência contra a hegemonia política e econômica dos bandeirantes sobre a Federação. Os mineiros não querem sobrepujar São Paulo, embora isso fosse natural e legítimo, porque uma nação só cresce na sadia competição regional. Os mineiros querem crescer em uma nação que cresça por igual. Qualquer um que conversar com o homem comum de Minas dele receberá essa certeza.
A meio caminho entre o Norte e o Sul históricos, e entre o litoral e o Oeste que eles, mineiros conquistaram em parceria com os paulistas, os montanheses, formados pelos povos de todas as procedências, não conseguem pensar fora do Brasil. O Brasil é o seu destino inafastável. Longe do mar e sem fronteiras com o exterior, Minas sempre será o Brasil, mesmo na desgraçada hipótese de alguma secessão.
José Serra, desde o seu retorno, buscou o poder. Ao formar seu Ministério, Tancredo se viu compelido a não aproveitá-lo, nem aproveitar Fernando Henrique, mais por resistência do próprio PMDB de São Paulo do que pelo seu próprio arbítrio. Como todos sabem, o partido, em São Paulo, estava dividido entre Montoro e Ulysses, e os dois estavam ligados indissoluvelmente ao governador.
Para não desagradar uma ou outra ala, em momento difícil de conciliação nacional, o presidente eleito buscou personalidades estranhas a esse dissídio interno do partido, convocando Setúbal, Roberto Gusmão e Almir Pazzianoto para o Ministério. Talvez não fosse a equipe dos sonhos de Tancredo, mas era a que as circunstâncias permitiam.
A partir de então, foi notável a idiossincrasia de Serra  contra os políticos mineiros. Itamar, logo depois de ter escolhido um paulista para seu sucessor  - o que demonstra o espírito público nacional dos mineiros – passou a ser olhado com desprezo por Serra, por Fernando Henrique, pela avenida Paulista e seus arredores.   
Em 2010, os mineiros se movimentaram para que Aécio fosse candidato à sucessão de Lula. O PSDB de São Paulo impediu essa candidatura, embora Aécio houvesse proposto consulta formal às bases nacionais do partido. Houve quem defendesse a candidatura de Serra sob o argumento da precedência etária, como se os idosos tivessem preferência constitucional ao poder. Aécio renunciou à postulação, elegeu-se senador e elegeu seu sucessor no Palácio da Liberdade.
Agora, a sua candidatura à presidência de seu partido – de que foi fundador – é claramente sabotada pelo ex-governador José Serra e pelos seus aliados do PSDB de São Paulo. Com franciscano exercício de paciência, Aécio esteve ontem, à noite, em São Paulo, buscando, como é de seu dever, o entendimento improvável.
Depois do último encontro entre os dois, houve a aproximação entre Serra e Eduardo Campos e se tornaram públicos os elogios recíprocos entre o paulista e o pernambucano.
Eduardo é neto de Miguel Arrais, um dos mais fiéis defensores do povo brasileiro. Ao ouvir o discurso de Tancredo, no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, o grande brasileiro disse que a vitória do mineiro estava além de seus sonhos. A aliança entre Pernambuco e Minas era vista como natural, na defesa da igualdade federativa no Brasil, como já ocorreu na História. Mas, ao que parece, ela está impedida pela ambição do poder de Serra, potencializada pela aspiração de Eduardo Campos à Presidência - sob o apadrinhamento interessado de Roberto Freire, esse outro renegado dos ideais juvenis.
Há nascidos em Minas que, pelas mesmas e insanas ambições, traíram a honra de seu povo, como foi o caso dos que se somaram aos americanos no golpe de 1964. Os autênticos mineiros, vindos de seu solo ético, já recolheram ofensas semelhantes e guardarão mais essa nos embornais de montanheses.
Se o PSDB de São Paulo, com os recursos conhecidos, impedir a marcha de Aécio, ele pode retornar às suas inexpugnáveis montanhas, e ao Palácio da Liberdade. Ali, com os braços livres, ele poderá, e sempre tendo em mente as razões nacionais, escolher o seu caminho na sucessão presidencial.
Minas, com sua História e seus valores, é a sólida patriazinha de que fala Guimarães Rosa. 

Grupo de Eike Batista teve prejuízo de R$ 2,51 bi em 2012, diz consultoria


A OGX cumulou maior prejuízo consolidado, de R$ 1,13 bilhões.
Em 2011, prejuízo das empresas tinha atingido a marca de R$ 1 bilhão.
Do G1, em São Paulo

Prejuízo das empresas do grupo EBX em 2012
CCX
- R$ 54,7 milhões
PORTX (janeiro a junho)
- R$ 35,95 milhões
LLX
- R$ 28,7 milhões
MMX
- R$ 792,35 milhões
MPX
- R$ 435,2 milhões
OGX
- R$ 1,138 bilhões
OSX
- R$ 26,33 milhões
Grupo EBX
- R$ 2,51 bilhões
Fonte: Economatica
O prejuízo consolidado das empresas de capital aberto do grupo EBX, do empresário brasileiro Eike Batista, no ano de 2012 foi de R$ 2,51 bilhões. A OGX acumulou as maiores perdas no período, de R$ 1,13 bilhões, aponta levantamento divulgado nesta quarta-feira (27) pela consultoria Economatica.
A consultoria consolidou o desempenho (lucro/prejuízo) das empresas do grupo EBX desde 2006 – o prejuízo é o maior desde então, mas 2012 foi o ano com o maior número de empresas do grupo. Apenas em 2007 foi registrado lucro (de R$ 8,16 milhões). O cálculo considera todas as empresas presentes no mercado em cada uma das datas analisadas.
No ano de 2011 o prejuízo das empresas do grupo tinha atingido a marca de R$ 1 bilhão.
Em 2012, o prejuízo da PORTX considera o período de janeiro a junho, já que ela fechou capital no ano.
Valor de mercado em 2013
Já o valor de mercado das empresas do grupo em 2013, até esta terça-feira (26), tem queda de R$ 9,80 bilhões, sendo que a  OGX registrou queda de R$ 6,73 bilhões.

Magazine Luiza reverte prejuízo com lucro de R$ 9,7 milhões no 4º trimestre



No fechado de 2012, contudo, empresa teve prejuízo de R$ 6,7 milhões.
Receita somou R$ 2,2 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 14,4%.
Reuters
A Magazine Luiza fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 9,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 16,9 milhões obtido no mesmo período do ano anterior, após concluir o processo de integração de lojas iniciado em 2011.
Segundo a varejista, o desempenho foi favorecido por crescimento de vendas, racionalização de despesas e melhor desempenho dos serviços financeiros (Luizacred).
No fechado de 2012, contudo, o resultado ficou negativo em R$ 6,7 milhões, impactado principalmente pelas despesas decorrentes do processo de integração das lojas Maia e do Baú, além de provisões para perdas com crédito e pelo processo de maturação de lojas novas.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em inglês) somou R$ 83,6 milhões no quarto trimestre, alta anual de 59,3%, com a margem subindo de 2,7% para 3,8%.
A companhia apurou crescimento de vendas pelo conceito mesmas lojas - que considera aquelas em operação há pelo menos 12 meses - de 11,9% no último trimestre de 2012 e de 12,5% no ano fechado.
A receita líquida, enquanto isso, somou R$ 2,2 bilhões entre outubro e dezembro, 14,4% maior ano a ano. Em 2012, a receita líquida avançou 19,4%, a R$ 7,7 bilhões.
O destaque do ano ficou por conta do comércio eletrônico que, segundo a empresa, superou R$ 1 bilhão em vendas pela primeira vez no histórico da companhia, encerrando 2012 em R$ 1,1 bilhão, salto de 33,3%.
Para este ano, a varejista afirmou esperar "crescimento de vendas conservador, com o objetivo de preservar margens em um ambiente mais competitivo".
A empresa planeja abrir entre 20 e 25 novas lojas neste ano, após fechar 14 unidades em janeiro de 2013.
Em bases mesmas lojas, o crescimento deve ser de um dígito alto para as lojas físicas e de entre 20 e 30% no comércio eletrônico.

Médico admite receber dinheiro para antecipar consultas pelo SUS na BA


Homem que esperava atendimento para a esposa há três dias fez denúncia.
Recepcionista aponta que 'taxa de prioridade' é cobrada só por um obstetra.

Do G1 BA, com infomações da TV Santa Cruz

Um médico da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, região sul da Bahia, admitiu receber dinheiro para antecipar as consultas de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A denúncia partiu do marido de uma gestante que esperava atendimento há mais de três horas.
Procurado pela reportagem da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia, o médico preferiu não dar entrevista. Porém, sem saber que a câmera estava ligada, o obstreta confessou a prática. "Não é que eu esteja cobrando. Não chego aqui e cobro. É o doente que vai lá e paga para ser atendido. Quando chego, a taxa já está aqui", diz. Questionado sobre o destino do dinheiro, ele afirma: "Essa taxa fica comigo". Segundo ele, o dinheiro não impossibilita que gestantes que não pagam deixem de receber o atendimento.
David Coelho, marido da jovem Laís Magalhães, moradora na zona rural da cidade e que precisou sair de casa às 4h para tentar atendimento no hospital e até as 9h não havia sido atendida, relata como ocorre o pagamento. "O rapaz pega a identidade, os R$ 50 e leva até o médico. Existem pessoas aqui dentro, testemunhas, que viram ocorrer isso várias vezes", alertou. "Eu já estive aqui duas vezes e não consegui ser atendida por conta da quantidade de pessoas, aí eles começam a atender, depois param e a gente não consegue receber o atendimento", lamenta.
Na unidade de saúde, o recepcionista José Aroldo também explicou como funciona a cobrança, e a classificou como "taxa de prioridade". "É uma taxa de prioridade. Ele [médico] pega o nome da pessoa e atende com exclusividade", detalha. Segundo o funcionário, somente o obstreta Paulo Paulo Roberto Bitencourt realiza a prática.
O provedor da Santa Casa, o médico  Eusínio Lavigne, disse que não sabia da cobrança da taxa e que a direção foi acionada para investigar o caso.

Corinthians pode ser multado em R$ 3 mi se jogador esconder logo da Caixa, diz jornal


Punição consta no contrato de R$ 31 milhões firmado entre a instituição financeira e o clube

Se ao comemorar um gol, vitórias em jogos ou títulos, um jogador do Corinthians cobrir o rosto com a camisa e esconder o logo de seu principal patrocinador, a Caixa Econômica Federal, o clube pode ser multado em R$ 3,1 milhões, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com a publicação, a punição consta no contrato de R$ 31 milhões firmado entre a instituição financeira e o clube, que prevê também rescisão e pagamento de 100% do contrato, na hipótese de funcionários ou jogadores do Timão fazerem declarações de caráter negativo sobre o banco.