domingo, 31 de julho de 2011

Líderes democratas e republicanos chegaram a consenso.Eles vão apresentar proposta a suas bases na segunda (1º).


Do G1, com agências internacionais



O presidente dos EUA, Barack Obama anunciou em pronunciamento feito na Casa Branca, na noite deste domingo (31), que um acordo para elevar o teto da dívida do Tesouro foi fechado pelos líderes do Congresso.

Com o consenso entre lideranças republicanas e democratas da Câmara e do Senado, o país pode evitar o "calote" que corre o risco de acontecer a partir de 2 de agosto.


Próximo passo
No Congresso americano, líderes do Senado - com maioria democrata - e a Câmara dos Representantes - liderada pelos republicanos - informaram que apresentarão para suas bases o rascunho do plano na segunda-feira (1º), antes da votação final para aprovar o acordo.


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"Quero anunciar que os líderes dos dois partidos alcançaram um acordo que vai cortar gastos e evitar um default (termo técnico para o 'calote')", disse o presidente. "A primeira parte desse acordo vai cortar cerca de US$ 1 trilhão nos próximos dez anos, cortes com que ambos os partidos concordaram".

O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, detalhou que a proposta prevê um corte de US$ 917 bilhões nos gastos domésticos ao longo de 10 anos, além da formação de uma comissão para definir mais US$ 1,5 trilhão em redução de gastos até novembro. A proposta formulada por este painel será votada pelo Congresso.

"Este é o acordo que eu preferiria? Não. Acredito que poderíamos ter tomado agora as decisões duras necessárias sobre a reforma nos benefícios sociais e a reforma tributária, em vez de fazâ-lo através de um processo especial de comitê no Congresso", disse Obama.
Barack Obama anuncia o fechamento de acordo na noite deste domingo (1º). (Foto: Carolyn Kaster/AP)

O governo dos Estados Unidos corre contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo, os EUA poderiam ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, haveria risco de "calote".

A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios. Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões), que é o valor máximo estabelecido por lei. Nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.


'Solução equilibrada'
Em um pronunciamento rápido, Obama afirmou que o processo para fechar o acordo bipartidário foi "bagunçado e levou muito tempo", mas agradeceu aos líderes políticos republicanos e democratas por terem se comprometido.



O presidente também agradeceu ao povo americano por "vozes, e-mails, twitts" que pressionaram os políticos.

Obama destacou que, como resultado do acordo fechado, "os EUA terão o nível mais baixo de gastos domésticos anuais desde que Eisenhower foi presidente", mas ressalvou que ainda assim, é "um nível de cortes que permite fazer investimentos na criação de empregos, educação e pesquisa". "Também asseguramos que esses cortes não acontecessem de forma tão abrupta. A solução definitiva para o déficit precisa ser equilibrada", acrescentou o presidente.

O líder americano afirmou ainda que apesar da opinião de "alguns republicanos", será necessário "pedir aos americanos mais ricos e às maiores empresas para abrir mão de benefícios fiscais".



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Veja alternativas dos EUA no impasse sobre a dívida

 Está se esgotando o tempo para que o Congresso dos Estados Unidos eleve o teto do endividamento do país, já que terça-feira é o prazo final. Depois disso, o governo começará a ter problemas para pagar todas as suas contas.
Neste domingo o Senado rejeitou em votação o plano dos democratas de elevar o teto da dívida, mas a proposta continua na Casa. Se houver cooperação de todos os 100 senadores, um acordo final poderá ainda ser aprovado rapidamente.
Há dois procedimentos ligeiramente diferentes que levariam à aprovação de legislação sobre a elevação do teto da dívida.
* Assim que for alcançado um acordo sobre o limite do endividamento do país, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, buscará o apoio unânime para incorporar ao acordo condições impostas ao plano apresentado pelos democratas.
* Se nenhum dos senadores fizer objeções, o Senado endossaria rapidamente a proposta revisada e a enviaria à Câmara dos Deputados, para votação.
* Normalmente, a Câmara leva três dias entre a introdução de um projeto e sua aprovação final, mas essa regra foi deixada de lado e a votação poderá ser realizada horas depois de o Senado dar seu aval.
* Assim que a Câmara aprovar a medida, a legislação sobre aumento do teto do endividamento do país será enviada para sanção do presidente Barack Obama.
* Num outro cenário, se apenas um senador impuser objeções, Reid convocaria uma votação sobre procedimentos para a matéria a 1 hora da terça-feira (2 horas da madrugada em Brasília) para que o projeto possa seguir adiante. Essa votação poderá ser realizada mais cedo, se nenhum senador se opuser.
* Se o projeto obtiver os 60 votos necessários para seguir adiante, uma votação final ocorreria às 7 horas de quarta-feira (8 horas em Brasília). Esse cronograma também poderá ser antecipado, se não houver objeções.
* Depois disso, o projeto aprovado iria para a Câmara e, em seguida, para a sanção de Obama.
Reportagem de Donna Smith e Andy Sullivan, da Reuters.

Republicanos e Democratas ainda discutem um acordo para hoje nos EUA

Após a primeira e fracassada tentativa de votação de um acordo, Democratas e Republicanos continuam reunidos, tentando chegar a bom termo e aprovar um novo teto para a dívida norte americana em torno de 3 trilhões de dólares.  Na primeira tentativa, para o acordo sair precisava-se de 60 votos, e deu 50 a 49.
Para se ter uma ideia das necessidades, vamos às mais urgentes, logo após ao fatídico 2 de agosto, que é a data-limite para um acordo que dê a Obama pelo menos fôlego para governar.



De acordo com o Centro de Política Bipartidário, são os seguintes os gastos para depois do 2 de agosto, data-limite para elevação do teto da dívida.


03 de agosto
* $ 32 bilhões, incluindo US $ 23 bilhões a beneficiários da Segurança Social
04 de agosto
* $ 10 bilhões, incluindo US $ 3,1 bilhões em Medicaid e Medicare despesas
 de cuidados de saúde para os idosos e deficientes
* $ 90 bilhões em vencimento de dívida dos EUA, de acordo com o
 Departamento do Tesouro.
05 de agosto
* $ 12 bilhões, incluindo US $ 3,4 bilhões em salários federais e US $ 2 bilhões
 em gastos de defesa
08 de agosto
* $ 11 bilhões, incluindo US $ 1,4 bilhão em gastos de defesa e US $ 2,2 bilhões
 em pagamentos de saúde
09 de agosto
* $ 11 bilhões, incluindo US $ 2,5 bilhões em pagamentos de Medicaid e
 Medicare e US $ 1,5 bilhões para o Departamento de Educação
10 de agosto
* $ 19 bilhões, incluindo US $ 8,5 bilhões em pagamentos da Segurança Social
11 de agosto
* $ 11 bilhões, incluindo US $ 3 bilhões em pagamentos de Medicaid e Medicare
12 de agosto
* $ 9 bilhões, incluindo US $ 2,2 bilhões em pagamentos de cuidados de saúde e
 US $ 3 bilhões em assistência social e seguro-desemprego
15 de agosto
* $ 41 bilhões, incluindo pelo menos US $ 29 bilhões em pagamentos de juros
 sobre dívida dos EUA.





Vamos agora aguardar os próximos rounds porque sair, o acordo sai, mas vai custar o sacrifício de cortes nas contas públicas e queda no investimento social além, é claro, do aumento na carga tributária em cima do americano,provavelmente o americano médio, que ainda não se recuperou da crise de 2008.



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Hoje tem Auditório da ADVFN grátis-aprenda a mexer com ações

Domingo de aprendizado

Hoje, domingo, quero mostrar uma história, curta, de sucesso.
No início de junho recebi um e-mail de um leitor do Blog, Marcos Aurélio B.P., brasileiro que, como tantos outros, aventurou-se nos EUA em busca de melhores oportunidades. Contava-me ele que, quando vivia no interior de Minas sentia um certo fascínio pelo mercado de ações, porém, a distância de corretoras, cursos e desconhecimento fizeram-no praticamente esquecer o assunto.
Morando há 4 anos nos EUA, em New York, foi conseguindo amealhar algum dinheiro trabalhando com outros brasileiros numa empresa de um brasileiro, mais bem sucedido, e com mais tempo lá fora que ele. Contou-me Marcos Aurélio que todo o dinheiro que ganha, investe no Brasil, por intermédio da família e que já conseguiu comprar "uma casinha, em Minas", um carro zero(ainda paga o financiamento), uma moto(já quitada) e melhorou, com algumas obras, o mercadinho da família.
O ponto alto do e-mail, considero, foi quando Marcos Aurélio me disse que fez, pela internet, um curso sobre mercado de ações para ver se perdia o medo de investir e, o melhor, que havia perdido e que estava usando os serviços de uma corretor(muito boa, por sinal) e acompanhando diversas dicas em jornais e blogs pela internet, dentre os quais o Blog do Beato Salú. Senti-me honrado com a distinção, trocamos mais alguns e-mails no mesmo dia e nos dois dias seguintes.
No início do mês de julho, recebi outro e-mail onde ele me pedia dicas de papéis à investir e eu dei, perguntando-o se ele ainda acompanhava as informações da ADVFN que ele costumava ver aqui no blog e em e-mails, e ele me disse que sim.
Ontem, ao ligar meu computador para mais uma edição do blog, deparei com uma mensagem de Marcos Aurélio
agradecendo e me passando números do que faturou com os dois papéis que orientei-lhe a comprar e quando vender.
Agradeci aos elogios e expliquei que agradecia, mas não merecia. Um leitor atento às informações poderia, mesmo, deduzir sozinho a hora da compra e a venda daquelas posições, o que lhe valeu, de ganho, segundo ele mesmo, 13 meses de salário e passou a me contar o que faria com o dinheiro.
Bem, a história é verdadeira, o nome do leitor também, preservado o sobrenome, e serve apenas para ilustrar que muita gente não mexe com ações por falta de informação.
Se você é um deles, permita-se, ao menos por curiosidade, fazer um curso, informar-se com leitura e acompanhar o mercado. Os papéis que ele investiu? Gol e Mundial.  Com dicas seguras e uma corretora muito boa, ele entrou e saiu muito bem e ainda tem uma carteira bastante diversificada.
Vou dar uma dica prá voces: hoje tem mais um Auditório ADVFN de domingo, cujo convite que recebi para participar, estou estendendo à vocês.  Assistem pela internet gente especializadíssima.  Vocês vão gostar.

Convite


Prezado Investidor,
HOJE, a partir das 21h00, teremos mais um Auditório ADVFN de Domingo, evento GRATUITO, transmitido pela INTERNET e AO VIVO, com o mestre Marcelo Coutinho, do YouTrade, preparando você para os mercados nesta semana.
Neste Domingo, no começo do evento daremos uma volta pelas principais Bolsas Mundiais e comentaremos um pouco o cenário internacional.
Depois vamos analisar todos os ativos do índice Ibovespa, com a já clássica “fibada” do Marcelo Coutinho e seus sempre dinâmicos comentários.
No final da palestra você aprenderá como fazer Operações a Termo (Operação de Alavancagem de Compra) e Aluguel de AçõesOperação de Alavancagem de Venda).
E para dar mais uma chance aos Mac-Maníacos, depois do iPad, que tal ter a chance de ganhar um Mac da Apple neste domingo?
E mais: que tal aprender a investir de verdade e fazer um curso com o YouTrade com uma condição nunca vista?
Não esqueça: é HOJE, dia 31 de julho, a partir das 21h00, evento GRATUITO!
Acesse o Auditório ADVFN diretamente através deste link: http://br.advfn.com/ct.php?ct=NDYxMzc
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sábado, 30 de julho de 2011

Ações da Gol despencam 21% após bancos cortarem recomendação



Empresa anunciou redução da previsão de margem operacional para 2011.
Papéis da concorrente TAM fecharam em queda de 7,7%.

Do G1, com Valor On Line
As ações da Gol fecharam nesta sexta-feira em forte queda, após a revisão nas estimativas de desempenho da aérea, o que levou bancos de investimento a cortarem recomendações sobre a empresa. Os papéis PN da companhia despencaram 21,6%, para R$ 12, enquanto o Ibovespa encerrou em alta de 0,20%, aos 58.823 pontos.
Os papéis da Gol atingiram o menor patamar desde o dia 13 de julho de 2009 (R$ 11,37). Neste período, o preço das ações chegou a superar os R$ 30 no pico. Com a queda, o valor de mercado da companhia desabou cerca de R$ 900 milhões só hoje, para R$ 3,245 bilhões.
Segundo a consultoria Economática, a última maior queda diária das ações da Gol havia sido registrada  em 15 de outubro de 2008, quando os papéis caíram 19,13%.
As ações da TAM, principal concorrente da Gol, também recuaram, fechando em queda de 7,7%, a R$ 29,8.
Na noite de quinta-feira, a Gol informou a redução da previsão de margem operacional para 2011, uma vez que custos maiores de combustíveis e despesas com investimentos em pessoal devem impactar o lucro.
A projeção para o lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês), ou margem operacional, da Gol foi reduzida de uma faixa de 6,5% a 10 % para 1% a 4%. Além disso, a empresa diminuiu a expectativa sobre preços de tarifas este ano.
A Gol disse que os novos números levaram em conta preços mais elevados dos combustível, que responderam por 40% do total de custos da companhia no primeiro semestre.
O Credit Suisse reduziu sua recomendação para a ação da Gol de 'outperform' (acima da média do mercado) para 'neutro', e o preço-alvo para 12 meses de 27 para 16 reais.
A Bank of America Merrill Lynch também cortou sua avaliação sobre a Gol de 'compra' para 'neutro' e revisou a própria estimativa de margem Ebit de 6,9% para 3,7% neste ano, além de diminuir estimativa de lucro por ação de 0,81 centavos de dólar para 0,46 centavos.
Em relatório, o Itaú BBA afirma que o cenário atual traçado pela companhia 'é muito pior do que estávamos prevendo.
O Bradesco BBI, por sua vez, acredita que a rentabilidade começará a mostrar recuperação em 2012, "assumindo um cenário menos competitivo e um aumento maior nos yields compensando o aumento nos custos".
A companhia também citou custos adicionais com a contratação de 395 copilotos em fase de treinamento para garantir os planos futuros de crescimento sustentável.
A Gol também irá encerrar suas operações de voos fretados com as seis aeronaves Boeing 767, e a devolução antecipada de três aviões desse modelo acarretou despesas adicionais.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ações da Vale disparam e já são 127% de alta em 2011

Agenda do investidor para esta sexta-feira
No mercado nacional a FGV divulga a Sondagem da Indústria que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. O Banco Central publica a Nota de Política Fiscal com os dados sobre o montante e composição da dívida pública federal. Nos Estados o Departamento do Comércio divulga o a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre. O Departamento do Trabalho divulga os Índices de Produtividade e Custos da mão de obra no país. Será divulgado o Índice dos Gestores de Compras de Chicago (Purchase Managers Index) que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos. A Universidade de Michigan apresenta a Confiança do Consumidor, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral.

Vale: Lucro dispara e cresce mais de 100%. Veja
A Vale (VALE3 e VALE5) apresentou ontem, após o fechamento do mercado, o resultado do segundo trimestre deste ano. No período a mineradora lucrou R$ 10,3 bilhões, alta de 55% na comparação anual, recorde para um segundo trimestre. Nos primeiros seis meses deste ano, já se acumulam R$ 21,5 bilhões em lucros líquidos, alta de 127% em relação ao primeiro semestre de 2010. As receitas atingiram R$ 25 bilhões, alta de 35% em relação ao mesmo período do ano passado. Como de costume os minerais ferrosos, representaram o maior percentual da receita da companhia, com R$ 18,8 bilhões. A Vale entende que a demanda futura por minério de ferro continuará em expansão, principalmente por causa do consumo chinês e pela melhoria no cenário econômico global. De abril a junho a Vale investiu R$ 4 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões foram para novos projetos. O continente asiático continua o maior destino das vendas da Vale, representaram 51% da receita total da companhia. A China foi o maior cliente, respondendo por 31,3% das receitas, seguida pelo Brasil com 18% e o Japão ocupando o terceiro posto, com 11% do total faturado. A Vale também aproveitou para anunciar a proposta de US$ 3 bilhões em remuneração adicional aos acionistas com posição acionária até 30 de junho de 2011 e pagamento no final de agosto deste ano.

Notas gerais
·         As ações da Redecard (RDCD3) subiram forte ontem e apresentam a segunda maior alta do índice Ibovespa, com valorização de 5,2%, após a divulgação dos resultados trimestrais da empresa...
·         No segundo trimestre deste ano os lucros líquidos da companhia somaram R$ 322 milhões, queda de 14% na comparação anual. O resultado veio melhor do que o previsto pelos analistas...
·         A Embraer (EMBR3) publicou ontem, após o fechamento do mercado, o resultado referente ao segundo trimestre de 2001, no qual obteve lucros líquidos de R$ 154 milhões, alta de 51% na comparação anual...
·         A Embraer também revisou suas estimativas para receita líquida neste ano para US$ 5,8 bilhões, alta de 3,6%...
·         A tão esperada conversão das ações preferencias em ordinárias da Mundial (MNDL3 e MNDL4) foi adiada...
·         A companhia informou que Assembléia Especial de Preferencialistas não obteve o quorum necessário e dessa forma a Assembléia Geral Extraordinária que ocorreria ontem, com a proposta de adesão ao Novo Mercado da BM&F Bovespa, foi cancelada...
·         Em comunicado, Michael Ceitlin, Diretor de Relação com Investidores da Mundial, afirma a Mundial irá realizar nova convocação para as assembléias e que a companhia continua com o firme propósito de concluir as etapas necessárias para conversão das suas ações preferenciais em ordinárias e posterior adesão ao Novo Mercado...
·         As ações ordinárias da companhia fecharam em baixa de 9,8% e as preferenciais em queda de 8,7%...
·         A ata da última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, na qual a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, foi elevada para 12,5% ao ano, dão dicas sobre a futura decisão do comitê na próxima reunião, que ocorrerá no final de agosto...
·         Alguns economistas acreditam que o tom desta ata mostra o Banco Central mais relaxado em relação à economia e a inflação, o que indicaria que na próxima reunião a taxa de juros possa ser mantida...
·         No entanto, o consenso mercado, apresentado pelo Relatório Focus no começo desta semana, é de um aumento de mais 0,25% na Selic até o final do ano...
·         Os economistas acreditam que a taxa de juros deveria chegar ao patamar de 12,75% e ficar nesse nível durante um bom tempo para afastar de vez os temores inflacionários que rondam o país atualmente...
·         O mercado de trabalho norte-americano ajuda ontem as Bolsas internacionais. Os pedidos de seguro-desemprego na semana passada atingiram 398 mil novas solicitações, queda de quase 6% na comparação semanal...
·         O mercado ainda sente o impacto da medida do governo para aumento do impostos sobre as operações com derivativos cambiais e acompanhou o movimento da moeda norte-americana no exterior com cotação do Dólar encerrando o dia novamente em alta...
·         O contrato futuro com vencimento no final deste mês (DOLQ11) registrou ganho de 0,71%, fechando cotado a R$ 1,57...
·         Christine Lagarde, presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), acredita que o impasse nos EUA sobre o limite da dívida pública do país enfraquece o Dólar e gera dúvidas se a moeda deve continuar a ser usada como reserva internacional...

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   "Dinheiro não tem a mínima importância desde que a gente tenha muito" Truman Capote

Entenda a dívida dos EUA e no que ela pode afetar o Brasil

O governo dos Estados Unidos está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo,  os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote - que seria o primeiro da história americana.
A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios.
Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões, que é o valor máximo estabelecido por lei.

Isso porque, nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento na Casa Branca que a falta de um acordo que permita elevar o teto da dívida do país trará problemas sérios à economia. 
Um eventual calote do país que é considerado o pagador mais seguro do mundo teria efeitos também para o Brasil: por exemplo, encareceria o custo de financiamento para bancos e empresas brasileiras, valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que espera “sensatez” do governo e de políticos norte-americanos para solucionar o impasse sobre a negociação da dívida dos EUA
Entenda os pontos mais importantes das negociações.

Debate e negociações


O presidente Barack Obama e os demais representantes do governo têm lutado nos últimos dias para convencer o Congresso a ampliar o limite de envididamento permitido ao governo.
Cinco rodadas de conversações na Casa Branca não produziram nenhum acordo, mas geraram disputas partidárias. As negociações devem ser retomadas no fim de semana.

Essa negociação é comum no Congresso americano, onde ocorre de forma periódica desde 1917 (data em que foi estabelecido um limite legal para o endividamento do país). Desta vez, no entanto, a renegociação do teto da dívida enfrenta um impasse.

O que é a dívida dos EUA

Assim como outros países  - inclusive o Brasil -  o Tesouro norte-americano emite no mercado financeiro papéis respaldados pelo governo para financiar as atividades do governo federal, como pagamento de funcionários e fundos de previdência.

No caso dos EUA, os  títulos são conhecidos como Treasuries, comprados por investidores do mercado financeiro que  são remunerados com juros: os títulos americanos são considerados os mais seguros do mundo e, por isso, atraem tantos investidores interessados em comprar seus papéis.

Para quem os EUA devem


Brasil, China, Japão, Reino Unido e os países exportadores de petróleo estão entre os maiores credores estrangeiros que detêm 32% dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos.
Segundo os números do Departamento do Tesouro, a dívida pendente dos EUA somava, no último dia 30 de junho, US$ 14,3 trilhões, dos quais US$ 4,6 trilhões eram "pastas intergovernamentais" e US$ 9,7 trilhões eram dívidas nas mãos do público.
Os EUA devem somente ao Brasil a quantia de US$ 187 bilhões. O maior credor do país é a China, com US$ 1,1 trilhão, seguida pelo Japão com US$ 882,3 bilhões, o Reino Unido com US$ 272,1 bilhões e os exportadores de petróleo com US$ 211,9 bilhões.
Outros grandes detentores de bônus e títulos da dívida americana são os bancos radicados no Caribe, que acumulam títulos no valor de US$ 169 bilhões, Taiwan com US$ 155 bilhões, Rússia com US$ 151 bilhões, Hong Kong com US$ 135 bilhões e Suíça com US$ 107 bilhões

Por que a dívida está tão alta

O alto nível de endividamento dos EUA ainda reflete, entre outros fatores, efeitos da "ressaca" da crise financeira desencadeada em 2008 pela quebra do banco Lehman Brothers. Isso porque, em tempos de recessão, um país precisa de mais dinheiro para estimular a economia.

No caso dos EUA, o país emitiu mais papéis para ter dinheiro para evitar a falência de empresas e bancos em dificuldades, isentar  e reduzir alguns impostos, e pagar benefícios sociais como seguro-desemprego, mais necessários em épocas de demissões e cortes de pessoal.
A decisão de socorrer setores da economia que estavam em risco de falência endividou não só os EUA, mas de outros países que hoje enfrentam problemas com a dívida: Grécia, Irlanda e Itália, por exemplo.
Antes disso, os EUA já haviam gastado muito dinheiro ao longo dos anos para financiar guerras e ações militares. Iniciadas há quase dez anos, após os atentados de 11 de setembro de 2001, as operações norte-americanas no Afeganistão custam atualmente mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,1 bilhões) por semana aos cofres americanos, o que tem despertado cada vez mais críticas, tanto de republicanos quanto de democratas.

Obama X oposição

Por trás da discussão em torno dos números da dívida, há uma disputa política entre parlamentares do governo e da oposição, como explica o economista Miguel Daoud, da Global Financial Advisor.
A oposição republicana, adversária política de Obama, exige que o aumento do limite seja vinculado a cortes maiores no orçamento americano dos que os desejados pelo governo democrata, com medidas como aumento de impostos e corte de benefícios sociais, que poderiam afetar a vida do cidadão americano comum.
"Como o Obama está prestes a começar uma campanha para reeleição, a oposição está exigindo cortes em setores da economia que vão afetar a popularidade do presidente", avalia Daoud. A popularidade de Obama está baixa nos EUA, embora tenha tido um fôlego temporário com a morte de Osama Bin Laden.
O presidente norte-americano, por outro lado, quer sair do impasse sem frear ainda mais a economia. Obama disse concordar com maiores cortes de gastos e quer que os republicanos aceitem algum aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Eles recusam.

E se o teto da dívida não for elevado?

Segundo uma pesquisa do centro de estudos Bipartisan Policy Center (BPC), os gastos federais podem ter que ser reduzidos em até 44% em agosto. O governo federal tem cerca de US$ 306,7 bilhões em obrigações a pagar no mês, a partir do dia 3. No mesmo período, a estimativa é de que a arrecadação seja de US$ 172,4 bilhões, o que obrigaria o governo a priorizar pagamentos.
O estudo mostra que os recursos arrecadados seriam suficientes apenas para pagar os juros da dívida, os planos de assistência médica Medicare e Medicaid, a previdência social, seguro desemprego e contratos de defesa. Sem cortes nesses setores, não haverá dinheiro para manter as próprias estruturas de governo, como departamentos de Justiça, Comércio e Trabalho; pagar salários, exército, programas educacionais e de moradia para as classes mais baixas.

Fama em risco

A agência classificadora de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira (13) que considera baixar a nota da dívida dos Estados Unidos, que atualmente se encontra no melhor patamar possível, em "Aaa". O mesmo aviso foi dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P).
Na prática, isso significaria aos EUA , que atualmente são referência de pagamento seguro no mundo, e têm, na avaliação das agências de classificação, risco praticamente nulo de calote.

Reclamação da China

A China, maior credor dos EUA com US$ 1,1 trilhão em bônus,  pediu que os Estados Unidos adotem medidas mais responsáveis a fim de proteger os interesses dos investidores nos títulos do Tesouro americano (Treasuries). 
"Nós esperamos que o governo norte-americano adote políticas responsáveis para proteger os interesses dos investidores", disse Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China.

O que isso tem a ver com o Brasil




Na avaliação do economista Miguel Daoud, da consultoria Global Financial Advisor, um eventual calote dos EUA teria impactos econômicos  no Brasil, que vive momento de dólar baixo e forte consumo de importados.
Encareceria o custo de financiamento para bancos e empresas brasileiras, que precisam captar dinheiro no exterior; valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação; causaria também, consequentemente, a necessidade de se aumentar ainda mais os juros para controlar os preços.
"Geraria inflação com o importados, resultaria em aumento juros e aumentaria a proporção dívida/PIB", estima Daoud que, embora não descarte essa hipótese, considera improvável que um acordo entre governo dos EUA e Congresso não seja alcançado.
Com informações da Reuters, da BBC, da AFP e de agências internacionais




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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Aprenda a negociar moedas com a ADVFN

Clique no link e aproveite a oportunidade de aprender a negociar moedas: http://www.advfn.com/ct.php?ct=NDY4NDU=Aprenda a negociar moeda. Iremos mostrar-lhe como negociar moeda, índices e mercadorias - são passos simples e para principiantes!
Agenda do investidor para esta quinta-feira
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O Banco Central publica a Ata da última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) na qual se discute os fatores que influenciaram o aumento de 0,25% na taxa de juros e perspectivas econômicas para o futuro próximo. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal. O Departamento do Comércio publica os dados relativos aos Pedidos às Fábricas (bens duráveis e não duráveis) de março e as Vendas Pendentes de Imóveis.

BRIX: Nova Bolsa de Eike Batista tem início hoje
A BRIX, a Bolsa para negociação de derivativos energéticos do empresário Eike Batista, lançada em abril deste ano, inicia suas operações hoje. Inicialmente o foco será no mercado de energia elétrica. As negociações envolverão energia de fonte convencional e também aquela chamada incentivada, como biomassa, eólica e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Futuramente a intenção é acrescentar a negociação de contratos de petróleo. Eike Batista está apostando que a produção da OGX Petróleo (OGXP3), sua empresa de extração de petróleo, será negociada livremente na BRIX. A BRIX tem com um dos principais sócios a IntercontinentalExchange, que já opera no mercado de derivativos internacional. A plataforma de negociação da BRIX foi desenvolvida com as empresas do setor de energia em mente. A BRIX afirma que a solução oferecida ao mercado de energia trará aumento de liquidez, redução de custos, mais transparência e eficiência na formação de preços.

·         A Telesp (TLPP3 e TLPP4) obteve R$ 1,1 bilhão em lucros líquidos no segundo trimestre de 2011, o primeiro após a contabilização das operações da VIVO. O montante representa alta de 30% em relação ao mesmo período do ano passado...
·         Os investidores reagiram bem ao resultado e mesmo em um dia ruim para o mercado nacional, as ações da empresa fecharam o dia em alta de 2%, a maior valorização do índice Ibovespa...
·         O banco Bradesco (BBDC4) lucrou R$ 2,8 bilhões entre os meses de abril e junho deste ano, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior...
·         O banco creditou o bom resultado devido às maiores receitas na prestação de serviços e menores despesas operacionais...
·         A Redecard (RDCD3) registrou lucros líquidos de R$ 322 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 14% na comparação anual, portanto mais forte do que sua principal concorrente, a Cielo (CIEL3), indicando uma possível perda de mercado...
·         A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) informou ontem o aumento de sua participação no capital da Usiminas (USIM3 e USIM5) através da aquisição direta no mercado e agora possui 10,8% das ações ordinárias e 10,2% das preferenciais...


                  Livro Bege do FED, o Banco Central dos EUA

  
·         O FED, banco central norte-americano, publicou ontem o Livro Bege, relatório divulgado oito vezes por ano que reúne informações junto a economistas e analistas financeiros a respeito da situação econômica dos Estados Unidos...
·         O documento mostra que a economia norte-americana continua crescendo, mesmo que mais lentamente. Das 12 regiões pesquisadas, o crescimento recuou em 8 delas. Com a alta taxa de desemprego, atualmente em 9,2%, Ben Bernanke, presidente do FED, afirmou que a economia do país ainda precisa de auxílio...
·         Bernanke acredita que a situação econômica irá melhorar a partir deste semestre, com crescimento projetado do PIB (Produto Interno Bruto) em 3% ao ano...

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