sábado, 9 de julho de 2011

O Brasil do PT e as novas notícias antigas...

Ninguém é idiota prá discutir e questionar  o que e se  o Brasil andou prá frente com o controle da inflação e a estabilidade da moeda.  Mas dá prá discutir a que preço e questionar se o que se paga pela corrupção não construiria um Brasil ainda melhor.
Jornais novos dão-nos notícias antigas sobre fatos antigos e grandes "novas descobertas".   Gente, o mensalão existiu mesmo!   Ninguém sabia (nem o Lula).   Quando Roberto Jefferson denunciou o mensalão e um bocado de gente, foi colocado porta à fora do Congresso porque além de não existir, não tinha como ser comprovado.   Falei sobre isso  noutro dia, aqui.   Esperavam que esquecessem o Zé Dirceu, não deu certo.  Esperavam que esquecesse o Palocci, não deu certo.   Avisei: Dilma não é Lula.  O que lhe sobra de executiva, falta-lhe(o que, convenhamos, é um trunfo e um perigo)de política.   Lula "agasalhou" as correntes dos vários PTs que presidiu e deixou o barco correr.   Dilma, antenada, sente a pressão da imprensa livre e, pode até não chegar ao fim do mandato, mas é muito provável que não se encante quando as sereias cantam.
Do Planalto aos Municípios, Lula foi "uma mãe" para os que o apoiaram e um exemplo de como a corrupção se alastra, como doença infectocontagiosa.
Qual é o governo, em qual das tres esferas, em que não se usa o favor ao empresário que apoia?   Em qual governo não se usam notas frias para justificar gastos?
Lula não era inocente o suficiente para achar que sua  rodinha de amigos do PT era tão boa de papo que não precisasse comprar votos para as votações em plenário, mas achou que o Brasil inteiro era feito de idiotas que acreditariam que ele, Lula, intocável pela popularidade recorde, não sabia de nada.   Coitado.   Aliás, coitados de nós.   Elege-se um presidente duas vezes com esperança e ele e sua patota, talvez aos risos, pensando que os idiotas éramos só nós, pois se investigassem, daria em nada.
E ainda aparece o líder do PT dizendo que os culpados já foram punidos pela execração pública.  Fosse um magistrado, Vacarezza diria que todo ladrão deveria levar uma vaia na rua e tudo bem, nem flagrante lavrado, nem processo.   Só a execração pública.   Seria cômico, se não fosse sério um comentário dessa natureza
feito pelo líder do partido que elegeu a Presidente que, torço muito, tenha as mãos ainda limpas no meio dessa turma.
O que se faz?   Roberto foi o réu confesso, cassaram-no.   E os outros?   E os que renunciaram ante a provável cassação (prá mim isto é o mesmo que confessar), que fazer com eles?
Não sabemos se estaremos vivos quado a verdadeira história do mensalão aparecer, mas por enquanto, prefiro acreditar na versão do Roberto Jefferson.
Fica-nos, uma vez mais, a lição de que "cada homem tem seu preço" e cá entre nós, leitor amigo, se ainda não lhe compraram, no Brasil, é só uma questão de acertar o preço.




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