Ninguém é idiota prá discutir e questionar o que e se o Brasil andou prá frente com o controle da inflação e a estabilidade da moeda. Mas dá prá discutir a que preço e questionar se o que se paga pela corrupção não construiria um Brasil ainda melhor.
Jornais novos dão-nos notícias antigas sobre fatos antigos e grandes "novas descobertas". Gente, o mensalão existiu mesmo! Ninguém sabia (nem o Lula). Quando Roberto Jefferson denunciou o mensalão e um bocado de gente, foi colocado porta à fora do Congresso porque além de não existir, não tinha como ser comprovado. Falei sobre isso noutro dia, aqui. Esperavam que esquecessem o Zé Dirceu, não deu certo. Esperavam que esquecesse o Palocci, não deu certo. Avisei: Dilma não é Lula. O que lhe sobra de executiva, falta-lhe(o que, convenhamos, é um trunfo e um perigo)de política. Lula "agasalhou" as correntes dos vários PTs que presidiu e deixou o barco correr. Dilma, antenada, sente a pressão da imprensa livre e, pode até não chegar ao fim do mandato, mas é muito provável que não se encante quando as sereias cantam.
Do Planalto aos Municípios, Lula foi "uma mãe" para os que o apoiaram e um exemplo de como a corrupção se alastra, como doença infectocontagiosa.
Qual é o governo, em qual das tres esferas, em que não se usa o favor ao empresário que apoia? Em qual governo não se usam notas frias para justificar gastos?
Lula não era inocente o suficiente para achar que sua rodinha de amigos do PT era tão boa de papo que não precisasse comprar votos para as votações em plenário, mas achou que o Brasil inteiro era feito de idiotas que acreditariam que ele, Lula, intocável pela popularidade recorde, não sabia de nada. Coitado. Aliás, coitados de nós. Elege-se um presidente duas vezes com esperança e ele e sua patota, talvez aos risos, pensando que os idiotas éramos só nós, pois se investigassem, daria em nada.
E ainda aparece o líder do PT dizendo que os culpados já foram punidos pela execração pública. Fosse um magistrado, Vacarezza diria que todo ladrão deveria levar uma vaia na rua e tudo bem, nem flagrante lavrado, nem processo. Só a execração pública. Seria cômico, se não fosse sério um comentário dessa natureza
feito pelo líder do partido que elegeu a Presidente que, torço muito, tenha as mãos ainda limpas no meio dessa turma.
O que se faz? Roberto foi o réu confesso, cassaram-no. E os outros? E os que renunciaram ante a provável cassação (prá mim isto é o mesmo que confessar), que fazer com eles?
Não sabemos se estaremos vivos quado a verdadeira história do mensalão aparecer, mas por enquanto, prefiro acreditar na versão do Roberto Jefferson.
Fica-nos, uma vez mais, a lição de que "cada homem tem seu preço" e cá entre nós, leitor amigo, se ainda não lhe compraram, no Brasil, é só uma questão de acertar o preço.
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