Trichet diz que Europa precisa de determinação para superar crise
Declaração foi feita ao jornal Financial Times Deutschland.
Presidente do BCE reafirmou que a moeda única europeia não corre risco.
Presidente do BCE reafirmou que a moeda única europeia não corre risco.
Do Valor Online
Jean-Claude Trichet, o presidente
do Banco Central Europeu (BCE) em
coletiva de imprensa em Frankfurt
(Foto: Reuters)
do Banco Central Europeu (BCE) em
coletiva de imprensa em Frankfurt
(Foto: Reuters)
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que a Europa pode superar sua crise de dívida soberana mostrando vontade e decisão para fazê-lo. "Naturalmente, os europeus podem lidar com este assunto. Não é uma questão de técnica. É uma questão de vontade e determinação. E a situação na zona do euro como um todo é mais sólida do que em outras economias avançadas", disse Trichet em entrevista ao Financial Times Deutschland, transcrita pelo BCE em seu site, nesta segunda-feira (18).
Segundo Trichet, um exemplo da solidez europeia é o fato de que a zona do euro deve chegar ao fim do ano com um déficit público em torno de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto Japão e Estados Unidos devem reportar um déficit perto de 10% do PIB.
O presidente do BCE reafirmou que a moeda única europeia não corre risco. "O euro é uma moeda muito confiável. Ela é estável e tem mantido seu valor extremamente bem nos últimos 12 anos", disse.
Sem minimizar a proporção que a crise atingiu nas últimas semanas, Trichet responsabiliza os governos dos países mais envolvidos pela má condução de suas finanças públicas. "Cada governo precisa manter sua casa em ordem. Além disso, a Comissão Europeia e todos os governos são responsáveis for garantir que a política fiscal em todos os países da zona do euro seja monitorada em linha com o Pacto de Crescimento e Sustentabilidade. Nós sempre deixamos claro que os governos precisam assumir sua responsabilidade
Bolsas dos EUA caem com temores globais sobre dívida
O Dow Jones recuou 0,7%, a 12.385 pontos. O Nasdaq caiu 0,89%.
O Standard & Poor's 500 cedeu 0,81%, a 1.305 pontos.
O Standard & Poor's 500 cedeu 0,81%, a 1.305 pontos.
Do G1, com Reuters
As principais bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram em baixa nesta segunda-feira (18), puxadas pelas ações do setor financeiro, que sofreram com a frustação de investidores devido à falta de habilidade dos governos em resolver as crises da dívida nos Estados Unidos e na Europa.
saiba mais
O Dow Jones recuou 0,7%, a 12.385 pontos. O Standard & Poor's 500 cedeu 0,81%, a 1.305 pontos, enquanto que o Nasdaq teve desvalorização de 0,89%, a 2.765 pontos.
A cinco dias do prazo para que o presidente norte-americano, Barack Obama, obtenha um acordo para ampliar o teto da dívida do país, republicanos e democratas definiam um plano alternativo para evitar um default do país.
Quanto mais tempo se passar sem uma resolução para o debate sobre o teto da dívida, maior o risco de volatilidade e novos declínios no mercado acionário. O índice de volatilidade CBOE subiu 7,8% nesta segunda-feira após ter ganho de mais de 20% na semana passada.
Somando-se à pressão no setor financeiro, os testes regulatórios de estresse para os bancos foram vistos como excessivamente brandos e pouco realistas, dada a extensão da crise.
Saiba mais sobre o Tocantins. Acesse www.robertatum.com.br
Quer entender de política? www.politicaparapoliticos.com.br
tópicos:
