terça-feira, 12 de julho de 2011

Europa segue preocupando, e bolsas asiáticas caem nesta terça
Preocupações sobre a região fazem investidores fugirem dos ativos de risco.
Em Hong Kong, índice recuou 3,06% neste pregão.
Da Reuters
As bolsas de valores da Ásia encerraram a terça-feira (12) em queda, em meio à continuidade das notícias poucos positivas sobre a crise na Europa, como o comentário da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, de que o fundo não está pronto para discutir um novo pacote para aGrécia.
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As crescentes preocupações sobre a região continuaram fazendo os investidores fugir dos ativos de risco e optar por bônus.
O índice MSCI de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão caía 2,58% pela manhã.
O índice japonês Nikkei perdeu 1,43%, para 9.925 pontos. Hong Kong caiu 3,06%, a 21.663 pontos, e Xangai declinou 1,72%, para 2.754 pontos.
A bolsa de Taiwan perdeu 2,02%, para 8.491 pontos. O índice de Sydney teve baixa de 1,9%, a 4.495 pontos. Cingapura recuou 1,28%, para 3.077 pontos.
Em uma tentativa de salvar Itália e Espanha do mesmo destino de Grécia, Portugal e Irlanda, os ministros das Finanças da zona do euro prometeram na segunda-feira empréstimos mais baratos, vencimentos mais longos e um fundo de resgate mais flexível, e disseram que anunciarão novas medidas 'em breve'. O mercado, no entanto, não se entusiasmou muito.
"Mesmo se eles chegarem a um acordo sobre um pacote multibilionário para a Grécia ou outros países periféricos, se não virmos a continuidade da implementação dos cortes de austeridade, esse único fator pode cancelar tudo", disse Thomas Lam, economista-chefe do OSK-DMG.

Medo de contágio da crise na Europa derruba mercados no mundo
Euro se desvaloriza com temor de que crise chegue à Itália e à Espanha.
Bolsas da Europa, dos EUA do Brasil fecharam em baixa nesta segunda.
Da BBC
O temor de que a crise da Grécia cruze às fronteiras e chegue à também endividada Itália e à combalida Espanha derrubou mercados mundo afora. Bolsas da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil fecharam em baixa nesta segunda-feira.
Em Milão, a bolsa despencou 4%. Em Frankfurt, o índice Dax fechou com baixa de 2,3% e, no Reino Unido, o FTSE caiu 1%. Queda também em Nova York, com baixa de 1,2%, em Dow Jones, e 2%, na Nasdaq. Em São Paulo, a Bovespa caiu 2,1%.
O euro também caiu 1,6% em relação ao dólar.
O mau humor nos pregões se deu no dia em que ministros das Finanças da zona do euro se encontraram, em Bruxelas, em uma reunião de emergência convocada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.
A pauta do encontro foi a crise grega, mas o foco foi o tamanho da dívida pública italiana, equivalente a 120% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Entre os países da zona do euro, esse percentual só é menor que o da Grécia, cujo endividamento atinge 150% da riqueza nacional.
O temor é que a Itália, que até agora tem pago em dia seus vencimentos, tenha dificuldades para honrar seus compromissos.
Os títulos da dívida pública italiana se desvalorizaram e as agências de classificação de risco já alertaram que podem rebaixar a nota dos papéis emitidos pelo governo de Roma.
Austeridade
A Espanha, com altos índices de desemprego, também pode ser vítima de contágio.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, pediu que a União Europeia tome uma decisão rápida e 'clara' em relação ao segundo pacote de ajuda à Grécia, na esperança de estancar a crise.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, apelou à Grécia, mas também falou sobre a Itália, pedindo ao governo de Roma que se mostre decisivo ao aplicar seu plano de austeridade fiscal.
O ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti, apresentou um plano de cortes orçamentários de 48 bilhões de euros (quase R$ 107 bilhões) para os próximos três anos.
O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, deu declarações indicando que o arrocho nas contas pode não contar com apoio integral da coalizão de governo, o que tende a aumentar a instabilidade.
Especulação
Apesar do temor dos investidores, analistas ressaltam que a Itália não representa um risco tão grande quanto a Grécia.
Segundo Juan Carlos Martínez Lázaro, analista do Instituto de Empresas de Madri, na Espanha, o temor sobre a dívida italiana ocorre por três fatores: instabilidade política, percepção dos mercados e especulação financeira.
"É a típica irracionalidade dos mercados. Os títulos italianos hoje pagam juros de alto risco, mas em nenhum momento o país teve dificuldade para fazer frente a seus compromissos", disse, à BBC Mundo.

Agenda do investidor para esta terça-feira
Vicenç Navarro, professor da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, diz que é importante para as economias europeias que o capital financeiro seja menos poderoso. "Hoje, seu poder é uma das causas da crise”.
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a Balança Comercial.
E agora? Por que a Itália virou o centro das atenções
Ontem nos mercados internacionais, o clima de aversão ao risco tomou conta dos investidores preocupados com o contágio da dívida fiscal da Grécia para o restante da Europa, com as principais bolsas de valores mundiais fechando em baixa. Os economistas estão receosos de que a crise fiscal atinja os países mais fracos fiscalmente no momento, principalmente a Itália e Espanha. A CONSOB (Commissione Nazionale per le Società e la Borsa), órgão italiano similar à CVM no Brasil, aprovou ontem uma medida para tentar reduzir as operações vendidas a descoberto na Bolsa e evitar que especuladores tomem conta da situação. Agora as instituições financeiras que estiverem vendidas a descoberto, precisam notificar a CONSOB. A medida surtiu pouco efeito e o principal índice acionário da Itália fechou em baixa de 4% ontem. Em reunião ontem, os ministros das finanças da União Européia, ainda trabalhavam nos detalhes finais sobre o resgate financeiro à Grécia, mas disseram estar cientes que a Itália preocupava os mercados no momento. Hoje as bolsas européias voltam a abrir em forte baixa, com as instituições financeiras sendo o destaque de queda. Os analistas acreditam que o mercado financeiro nacional deve continuar sofrendo as conseqüências do cenário de aversão aos riscos, principalmente com o remanejo das posições dos investidores estrangeiros.

 Notas gerais
·         Os investidores que apostaram na Oferta Secundária de Ações da EDP Energias do Brasil (ENBR3), que estrearam ontem na BM&F Bovespa, saíram ao final do dia com lucros...
·         Os papéis da companhia encerraram o dia cotados a R$ 37,61, alta de 1,6% em relação ao preço pago pelos investidores na oferta...
·         A GOL (GOLL4) afirmou que a marca Webjet vai deixar de existir no médio prazo. Enquanto a decisão do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a fusão das duas companhias não é aprovada, a marca Webjet continuará a ser usada...
·         Segundo Constantino de Oliveira Júnior, presidente da GOL, a empresa tem condições de absorver e ainda melhorar todos os serviços prestados pela Webjet...
·         Constantino também frisou que o negócio trará ganhos de sinergia em torno de R$ 100 milhões, tornando a GOL mais eficiente, mantendo a política de preços de passagens aéreas bastante competitivas...
·         No entanto, as boas expectativas para a companhia não bastaram: após forte alta das ações na sexta-feira, as ações da GOL foram destaque de queda dentre as ações que compõem índice Ibovespa ontem, com desvalorização de 4% no dia...
·         O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) não estaria mais interessado em financiar a fusão das operações nacionais do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) e Carrefour (EU:CA) segundo rumores do mercado, após a briga entre os sócios do Pão de Açúcar...
·         Os investidores estão aparentemente desconfiados em relação à concretização do negócio. As ações do Pão de Açúcar já perderam quase 20% desde o topo histórico atingido no final de junho...
·         Os investidores se desfizeram de suas posições em petróleo ontem com o receio de menor crescimento mundial, em especial na Europa e China...
·         Os contratos futuros da commodity com vencimento em agosto fecharam o dia cotados a US$ 95,15, ampliando as perdas de sexta-feira...
·         A cotação do Dólar contra o Real subiu ontem no mercado nacional, com investidores avaliando as novas medidas do Banco Central e seguindo um movimento generalizado de aversão ao risco nos mercados internacionais...
·         O Banco Central anunciou na sexta-feira, após o fechamento dos mercados, a redução da faixa para recolhimento do depósito compulsório sobre as operações vendidas no mercado de câmbio de instituições financeiras de R$ 3 bilhões para R$ 1 bilhão, com o intuito de frear a valorização do Real contra o Dólar no curto prazo...
·         O contrato futuro de Dólar com vencimento no final de julho encerrou o dia com alta de 0,76%...
·         Apesar de o índice de inflação da China subir para 6,4% em junho (valor anualizado), os analistas acreditam que a alta dos preços irá arrefecer nos próximos seis meses. No entanto, não estão descartadas novas medidas para contenção dos preços pelo Banco Central da China...
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