Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Além de prever um aumento maior dos juros neste ano,
os analistas do mercado financeiro também acreditam que o processo de alta da
taxa básica da economia terá início mais rapidamente.
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Segundo pesquisa
conduzida pelo Banco Central, que dá origem ao relatório de mercado, os
analistas dos bancos passaram a prever, na última semana, que o ciclo de alta
dos juros terá início a partir de maio deste ano. Até o momento, a aposta era
que o processo de elevação do juro básico da economia teria início somente em
outubro de 2013.
De acordo com a
pesquisa da autoridade monetária com as instituições financeiras, a taxa
básica da economia avançaria de 7,25% para 7,5% ao ano em maio deste ano. Em
julho, os juros subiriam para 7,75% ao ano. O patamar de 8% ao ano é previsto
para ser atingido em agosto e, de 8,25% ao ano, em outubro de 2013 – patamar no
qual os juros fechariam este ano.
Deste modo, os
economistas apostam em quatro altas consecutivas de 0,25 ponto percentual na
taxa básica de juros da economia a partir de maio deste ano. Para a
próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por
fixar os juros da economia, em 16 e 17 abril, ainda é prevista
estabilidade na taxa básica em 7,25% ao ano. O encontro seguinte, no qual os
juros começariam a subir, está marcado para 28 e 29 de maio.
Inflação em alta
A percepção do mercado financeiro de que os juros poderiam subir neste ano aconteceu após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que somou 0,6%.Em doze meses, a inflação atingiu o patamar de 6,31% – próxima do teto de 6,50% existente no sistema de metas de inflação.
A percepção do mercado financeiro de que os juros poderiam subir neste ano aconteceu após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que somou 0,6%.Em doze meses, a inflação atingiu o patamar de 6,31% – próxima do teto de 6,50% existente no sistema de metas de inflação.
Pelo sistema de metas
que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas
pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de
inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais
para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem
que a meta seja formalmente descumprida.
Para tentar impedir um
crescimento maior da inflação neste ano, o governo também está lançando mão de
desoneração de tributos, como para a cesta básica e para a energia elétrica,
apesar de ter autorizado aumento no preço da gasolina e do óleo diesel.