Reginaldo Rodrigues, na Revista Administradores
Por trás da simplicidade aparente do Papa há uma
excepcional estrutura de Marketing que visa recuperar os fieis perdidos nos
últimos anos. Quando falo em perda de adeptos não significa necessariamente que
a Igreja Católica não esteja crescendo, é fato que está, mas as outras
religiões crescem em percentuais infinitamente superiores. Embora notícias
vindas do Vaticano nos deem conta de que a preocupação principal da Igreja seja
com os Muçulmanos, seguidores de Maomé, não há como negar que dentro do próprio
Cristianismo a concorrência está forte.
Escrevi há algum tempo um artigo cujo título é “A Igreja Católica precisa se reinventar” no qual fiz uma abordagem bem mercadológica da atuação das Igrejas e suas estratégias para arrebanhar fieis. Esse artigo, publicado aqui mesmo, cuja temática era o Marketing Religioso, repercutiu tanto que acabou resultando em um segundo artigo, “As estratégias da fé”, onde repercuti as opiniões favoráveis e contrárias ao texto. No primeiro texto, mostrei estatisticamente as perdas do Catolicismo em relação às outras religiões, abordei a necessidade de um reposicionamento de mercado pela qual precisaria passar.
E parece que o “milagre” começa a acontecer no topo do Organograma da Instituição. Na parte de baixo os padres artistas, a Renovação Carismática e outros fenômenos revelam a utilização das ferramentas de Comunicação e Marketing disponíveis atualmente. Mas sem dúvida, um Papa Jesuíta, de hábitos simples era tudo o que a igreja precisava no momento. Existe uma blindagem natural ao Chefe de Estado do Vaticano, como existe com qualquer outra autoridade do mesmo nível, mas Francisco se recusa a cumprir certas regras que considera exageradas.
Claramente ele já está desagradando uma parte dos Cardeais que gosta de pompa, luxo, formalidade e estranhamente desse “distanciamento” do público. Mas não tem jeito, vem muito mais por aí, afinal de contas o comportamento do povo latino é diferente, culturalmente, gostamos de calor humano, de pessoas, de contato direto. Portanto quando digo que essa mudança é benéfica no sentido de reconquistar a simpatia de parte das pessoas, mesmo as não seguidoras do Catolicismo, é por que as pessoas não estão acostumadas com gestos simples e com ações pequenas mas demonstram humildade, de autoridades que ocupam tão alto posto.
Escrevi há algum tempo um artigo cujo título é “A Igreja Católica precisa se reinventar” no qual fiz uma abordagem bem mercadológica da atuação das Igrejas e suas estratégias para arrebanhar fieis. Esse artigo, publicado aqui mesmo, cuja temática era o Marketing Religioso, repercutiu tanto que acabou resultando em um segundo artigo, “As estratégias da fé”, onde repercuti as opiniões favoráveis e contrárias ao texto. No primeiro texto, mostrei estatisticamente as perdas do Catolicismo em relação às outras religiões, abordei a necessidade de um reposicionamento de mercado pela qual precisaria passar.
E parece que o “milagre” começa a acontecer no topo do Organograma da Instituição. Na parte de baixo os padres artistas, a Renovação Carismática e outros fenômenos revelam a utilização das ferramentas de Comunicação e Marketing disponíveis atualmente. Mas sem dúvida, um Papa Jesuíta, de hábitos simples era tudo o que a igreja precisava no momento. Existe uma blindagem natural ao Chefe de Estado do Vaticano, como existe com qualquer outra autoridade do mesmo nível, mas Francisco se recusa a cumprir certas regras que considera exageradas.
Claramente ele já está desagradando uma parte dos Cardeais que gosta de pompa, luxo, formalidade e estranhamente desse “distanciamento” do público. Mas não tem jeito, vem muito mais por aí, afinal de contas o comportamento do povo latino é diferente, culturalmente, gostamos de calor humano, de pessoas, de contato direto. Portanto quando digo que essa mudança é benéfica no sentido de reconquistar a simpatia de parte das pessoas, mesmo as não seguidoras do Catolicismo, é por que as pessoas não estão acostumadas com gestos simples e com ações pequenas mas demonstram humildade, de autoridades que ocupam tão alto posto.
As reações provocadas pelo Papa são
involuntárias, mas exploradas criteriosamente pelo setor de comunicação do
Vaticano. O Papa é assim, vai continuar com o seu jeito bem humorado de ser e
agir e cabe às demais autoridades que compõem a cúpula Católica fazerem
desses limões uma limonada. Afirmo que foram felizes na escolha, e os que
votaram em outros candidatos também estão com sorte, pois todos sairão no
lucro. Os resultados serão significativos sob o aspecto prático de recuperar a
imagem da igreja.
A necessidade de se adequar aos novos tempos é
real, e pelo jeito a caminhada será longa. O contato direto com as pessoas é
indubitavelmente uma ótima alternativa, e o Padre Argentino já demonstrou que
gosta disso. A Igreja precisa imediatamente começar a dialogar, de fato, com
a sociedade. Isso significa diminuir a resistência às mudanças, permita-me usar
um jargão da Administração e do Marketing, principal “gargalo” da Instituição
nos tempos modernos. Mesmo sendo da linha tradicional, a forma de evangelizar
do pontífice está conquistando as pessoas. Por mais que não goste dos holofotes
e tenha hábitos comuns, o Papa é pop. Poucas horas depois da eleição, a Fan
Page dele no Facebook era prova disso, dezenas de milhares de pessoas a mais
querendo saber das postagens do “Chico”.
Além de variadas manifestações através do Facebook,
o Twitter também foi “invadido” pelas postagens alusivas ao resultado do
conclave. A primeira manifestação oficial da comunicação do Vaticano foi
através de um “tuíte”. A assessoria de imprensa publicou a mensagem “habemus
papam”, temos um papa, e símbolos que indicam pessoas com os braços levantados
demonstrando um clima festivo completavam o “post”. Enquanto isso, “hastags”
(temas destaque, assuntos mais mencionados) alusivas ao fato não paravam de aparecer
na rede: #habemuspapam #fumaçabranca #PapaFrancisco #PaiNosso
#JorgeMarioBergoglio e até um #ChupaBrasil surgiu. Essa última, vinda de
pessoas que já estavam saturadas com as manifestações eufóricas da torcida por
um Papa Brasileiro.
Além das Redes Sociais, mídias emergentes, a mídia
tradicional também cobriu amplamente o evento. Os jornais e revistas dedicaram
páginas e mais páginas, as rádios e Tvs fizeram uma cobertura como nunca se viu
e mesmo após a eleição, pelas particularidades envolvendo o perfil do atual
chefe católico, as notícias ainda tem grande destaque. O próprio Papa
reconheceu o excesso de trabalho dos profissionais e órgãos de imprensa na
cobertura no Vaticano chegando a brincar com os jornalistas. Que ele não perca
essa característica, não é necessário ser carrancudo, mal humorado e seguir
rigorosamente protocolos que em muitos momentos se mostram retrógrados, assim
como vários posicionamentos da igreja, esses, provavelmente não sofrerão
alterações.
Sobre o autor
Reginaldo Rodrigues
Operário da vida... Graduado em Comunicação Social... Pós Graduado em Gestão Estratégica em Marketing e eterno aprendiz do dia-a-dia, principal faculdade. Jornalista, articulista, consultor, palestrante e estudioso. Acredito que grandes soluções podem estar nas coisas simples e na humildade de aprender. Aprendi em várias emissoras de rádio onde atuei no centro oeste mineiro... aprendi nos jornais para os quais escrevi e continuo escrevendo... aprendi muito com cada um dos profissionais das empresas onde prestei serviço de assessoria ou consultoria... aprendi e continuo aprendendo com minha família, meus amigos, colaboradores e meus ir.: ... com cada cliente, com cada amigo... continuo aprendendo...
