Em
2011, Brasil passou o Reino Unido e se tornou a 6ª economia global.
FMI prevê que PIB brasileiro irá crescer 3% em 2012 e britânico, 0,8%.
FMI prevê que PIB brasileiro irá crescer 3% em 2012 e britânico, 0,8%.
Do G1, em São Paulo
O relatório “World Economic Outlook”, com perspectivas para a economia
global, divulgado nesta terça-feira (17) pelo Fundo Monetário Internacional
(FMI), projeta que a economia brasileira voltará a ser superada pelo Reino
Unido em 2012 e que o país cairá para a posição de 7ª maior economia global.
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O FMI projeta que a economia brasileira voltará a crescer mais que a
britânica em 2012, mas prevê, entretanto, que o PIB nominal brasileiro em
dólares ficará abaixo do PIB do Reino Unido. Ou seja, o FMI indiretamente prevê
uma alta do dólar em relação ao real.
O fundo prevê um crescimento de 3% para o PIB brasileiro e de 0,8% para
o PIB britânico em 2012. Já o PIB brasileiro em dólar deverá somar US$ 2,449
trilhões, abaixo dos US$ 2,452 trilhões do Reino Unido, segundo o relatório.
Em 2011, segundo os dados consolidados do FMI, o Brasil registrou o 6º
maior Produto Interno Bruto (PIB) nominal. A economia brasileira alcançou em
dólares US$ 2,492 trilhões em 2011, ante US$ 2,4217 trilhões da britânica. Foi
a primeira vez que o PIB brasileiro apareceu à frente do britânico.
A ultrapassagem em 2011 se explica em grande parte pelos desempenhos das
duas economias no ano passado: enquanto o Brasil cresceu 2,7%, a Grã-Bretanha
teve expansão de 0,7%. Outro fator que teve peso no resultado foi a acentuada
apreciação do real no período, superior à valorização da libra.
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Ranking de países por PIB nominal (em US$ trilhões)
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Posição
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2011
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2012 (Projeção)
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1º
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EUA
(15,094)
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EUA
(15,609)
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2º
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China
(9,729)
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China
(7,991)
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3º
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Japão
(5,869)
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Japão
(5,980)
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4º
|
Alemanha
(3,577)
|
Alemanha
(3,478)
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5º
|
França
(2,776)
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França
(2,712)
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6º
|
Brasil
(2,492)
|
Reino
Unido (2,452)
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7º
|
Reino
Unido (2,417)
|
Brasil
(2,449)
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8º
|
Itália
(2,198)
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Itália
(2,066)
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9º
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Rússia
(1,850)
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Rússia
(2,021)
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10º
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Canadá
(1,736)
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Canadá
(1,804)
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Fonte:
Fundo Monetário internacional
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Câmbio
Uma das explicações para a Grã-Bretanha voltar a superar o Brasil em 2012, mesmo a economia brasileira tendo uma previsão de crescimento maior, seria uma maior depreciação do real frente ao dólar em 2012 na comparação com a média do ano passado, ao passo em que o FMI projeta uma valorização da libra frente ao dólar.
Uma das explicações para a Grã-Bretanha voltar a superar o Brasil em 2012, mesmo a economia brasileira tendo uma previsão de crescimento maior, seria uma maior depreciação do real frente ao dólar em 2012 na comparação com a média do ano passado, ao passo em que o FMI projeta uma valorização da libra frente ao dólar.
"Pelo que vimos nos últimos dois, três meses, está claro que há uma
política nesse sentido no Brasil, e o FMI deve estar levando isso em conta. O
câmbio que tem rodado por volta de R$ 1,85, puxado por intervenções da Fazenda
e por ações contundentes do do Banco Central no mercado comprador", afirma
Silvio Campos, da consultoria Tendências.
O FMI projeta uma apreciação de 1,75% da libra frente ao dólar em 2012.
Pelos cálculos da Rosenberg & Associado, o real deve ter uma desvalorização
de 8,9% frente ao dólar neste ano.
"Em 2011, a cotação do dólar teve a média de R$ 1,67. Para 2012,
estamos projetando uma média de R$ 1,82 no ano", afirma o analista Daniel
Lima. "Quando se compara PIBs em dólares sempre há esse efeito do câmbio,
por isso o melhor é sempre comprar o PIB per capita, e neste critério o Brasil
continua bem atrás", acrescenta.
No relatório divulgado nesta terça-feira ,
o FMI elevou a previsão de crescimento mundial deste ano em 0,2 pontos
percentuais, em relação às projeções de janeiro, para 3,5%. O PIB dos Estados
Unidos teve a previsão aumentada em 0,3 p.p, para 2,1%, e o Brasil, em 0,1 p.p,
para 3%. Para a América Latina, Fundo aumentou estimativa de crescimento para
3,7% em 2012.
O fundo apontou que o desempenho no terceiro trimestre foi em linha com
as previsões do relatório de setembro de 2011. “O PIB de muitas economias
emergentes foi de certa forma mais fraco que o esperado, mas o crescimento
surpreendeu para o positivo nas economias avançadas”, disse o relatório. Uma
virada negativa no quarto trimestre é atribuída principalmente à zona do euro.