Ibovespa
fechou aos 64.510 pontos nesta sexta-feira, queda de 0,56%.
Na semana e no mês, indicador cai 1,98%; no ano, sobe 13,67%.
Na semana e no mês, indicador cai 1,98%; no ano, sobe 13,67%.
Do G1, com
informações da Reuters
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em
queda pelo quarto dia seguido nesta sexta-feira (30), acumulando desvalorização
de cerca de 2% na semana e no mês. Ainda assim, o principal indicador do mercado
acionário brasileiro encerrou o primeiro trimestre do ano em forte alta, de
mais de 13%.
saiba mais
O Ibovespa recuou
0,56% no dia, aos 64.510 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 7,8
bilhões.
Com apenas uma alta na semana, a da segunda-feira,
o indicador recuou 1,98% no período – queda idêntica à acumulada ao longo do
mês de março. No ano, contudo, o Ibovespa ainda sobe 13,67%, até o momento.
Para o segundo trimestre, as perspectivas seguem
positivas, em meio à chance de um novo corte na taxa de juros pelo Banco
Central, mas com o mercado atento à desaceleração da China.
Para Maurício Nakahodo, economista-sênior da CM
Capital Markets, a alta do trimestre lastreou-se na redução na taxa Selic, que passou para 9,75% no início do
mês, e no forte fluxo de dinheiro estrangeiro em janeiro.
"Esse comportamento pode continuar, mas não no
mesmo ritmo, dado que a queda de juros deve ser interrompida", disse ele,
considerando que o Banco Central fará apenas mais um corte de 0,75 ponto
percentual na Selic.
Para Luciana Pazos, chefe de gestão de fortunas da
Mirae Securities, o movimento deveu-se à recuperação de preços, após a bolsa
paulista ter tido um 2010 praticamente estável e um 2011 de forte queda,
abrindo espaço para compras. Para o próximo trimestre, ela também tem uma visão
positiva.
"O governo está atuando para estimular a
economia e o processo da redução de juros beneficia a bolsa. Existe liquidez
muito abundante e as taxas de juros estão muito baixas no mundo. Isso é um
sinal atrativo para a bolsa."
Fatores de risco
Tanto Nakahodo quanto Luciana, porém, apontaram a desaceleração chinesa como um dos principais fatores de risco para o desempenho das ações. O país asiático reduziu a estimativa de crescimento para este ano, e recentes dados abaixo do esperado prejudicaram o desempenho da Bovespa.
Tanto Nakahodo quanto Luciana, porém, apontaram a desaceleração chinesa como um dos principais fatores de risco para o desempenho das ações. O país asiático reduziu a estimativa de crescimento para este ano, e recentes dados abaixo do esperado prejudicaram o desempenho da Bovespa.
O economista da CM Capital Markets ressaltou que
uma desaceleração na economia chinesa teria impacto principalmente nas ações da
Vale, de forte peso no Ibovespa.
Saiba mais sobre o Tocantins. www.robertatum.com.br