Publicado no Ex-Blog do César Maia em 16.04.2012
1. As notícias voltam a sublinhar uma possível fusão entre DEM e PSDB. Algo, pelo menos, improvável. As feridas não cicatrizaram e se aprofundam, pelo menos com uma parte do PDSB. E começaram anos atrás e continuam.
2. O PFL afirmou acordo com o presidente FHC que no segundo biênio do primeiro governo, caberia ao PFL a presidência da Câmara de Deputados. Rompendo o acordo, o PSDB formou um bloco com o PTB e assumiu a presidência da Câmara de Deputados.
3. Para a eleição de 2002, Serra, candidato do PSDB, desenvolveu, de forma aberta, uma aliança com o que chamava de grupo "autêntico" do PMDB que daria o vice. O PFL reagiu lançando Roseana Sarney, cuja candidatura cresceu surpreendentemente. Foi armada uma grampolândia em São Luís, Maranhão, em busca de fatos. O que se demonstrou foi a gestão dessa ação pelo ministro chefe da casa civil (atual senador). A governadora autorizou abrir o cofre da empresa com o marido e se surpreendeu com o dinheiro encontrado, não declarado, para pagar o programa partidário na TV, desintegrando a candidatura. E toda a imprensa convidada.
4. Em 2004, o PFL assumiu a candidatura de vice do PSDB a prefeito de S. Paulo. O PT lançou vídeos de todos os tipos (que se encontram no YouTube), acusando o vice de homem de confiança de Maluf e Pitta. O vice -Kassab- foi escondido por Serra e nunca defendido.
5. Em 2010, o DEM, aguardando a decisão do PSDB, discutiu qual a melhor candidatura. O resultado foi uma escolha a fórceps, no último momento, um deputado que tinha sido relator do DEM da lei de ficha limpa, por sugestão do marqueteiro, afirmando que a imagem do DEM era um problema. Em seguida, essa ala do PSDB teria entusiasmado a criação do PSD, contra o DEM.
6. O que se garante agora é que Serra, amigo de Jobim, teria pedido a Jobim que fizesse lobby junto ao TSE/STF para dar tempo de TV e fundo partidário ao PSD, contra o DEM. E ficou claro que, com esse tempo de TV, estaria buscando outro partido para 2014.
7. Para as eleições de 2012, o PSDB cria problemas para apoiar o DEM em Salvador e que lançaria um candidato em Recife, que seria na verdade uma sublegenda do governador Eduardo Campos.
8. Por tudo isso o que o DEM tem afirmado é sua disposição de ter candidatos próprios nas capitais em 2012 e candidato a presidente em 2014. E que não voltará a coligação com o PSDB, a menos que seja como parceiro e não como um tempo de TV ambulante.