Dados
foram divulgados nesta quarta-feira (11), pela FIA.
58% dos consumidores pretendem comprar bens duráveis no período.
58% dos consumidores pretendem comprar bens duráveis no período.
Fabíola Glenia Do G1, em São Paulo
As vendas no varejo devem apresentar forte desaceleração no segundo
trimestre de 2012, segundo estimativa da Fundação Instituto de Administração
(FIA). “Pela primeira vez desde 2007, a intenção de compra cai de uma forma
bastante significativa, para um patamar comparável àquele antes do início da expansão”,
diz o professor Claudio Felisoni de Angelo, coordenador geral do Programa de
Administração de Varejo (Provar) da FIA.
A “Pesquisa Trimestral de Intenção de Compras no Varejo – Abril a Junho
de 2012”, divulgada nesta quarta-feira (11) pela FIA e feita em parceria com a
Felisoni Consultores Associados, aponta que 58% dos consumidores pretendem
comprar algum bem durável no segundo trimestre deste ano. Um ano atrás, no
segundo trimestre de 2011, 73,8% indicavam a intenção de consumir.
saiba mais
Este é o segundo pior percentual da série histórica desde o primeiro
trimestre de 2008, quando foi registrado 56,6%.
A queda afetou praticamente todas as linhas. As categorias com maior
intenção de compras no 2º trimestre de 2012 são "Vestuário e
Calçados" (21,2%), "Informática" (11,2%) e "Linha
Branca" (10,2%).
Inadimplência
“De fevereiro para cá, a inadimplência vem crescendo – e continuará a crescer até maio de 2012”, destaca o coordenador da FIA. A inadimplência só deve arrefecer a partir de junho, projeta o instituto.
“De fevereiro para cá, a inadimplência vem crescendo – e continuará a crescer até maio de 2012”, destaca o coordenador da FIA. A inadimplência só deve arrefecer a partir de junho, projeta o instituto.
De acordo com a pesquisa, no mês de maio, calcula-se o maior pico de endividamento
já registrado, desde o final de 2009, atingindo um patamar de 8,1%. Para junho,
a projeção é de retração para 7,9%.
Segundo De Angelo, com base no cenário atual e a despeito das ações para
estimular o consumo – como desoneração fiscal e procura do governo em irrigar o
sistema com financiamentos via bancos públicos –“o comprometimento de renda
pode, de fato, inibir um maior crescimento das vendas no varejo e frustrar a
expectativa de um crescimento mais sustentado do Produto Interno Bruto (PIB)".
“O crescimento do PIB depende muito do crescimento interno”, reforça o
professor.
Vendas totais no varejo
Entre junho de 2010 e junho de 2011, as vendas totais no varejo apresentaram alta de 7%. De acordo com estimativa da FIA, entre junho de 2011 e junho de 2012, este crescimento deve ser de apenas 2,9%.
Entre junho de 2010 e junho de 2011, as vendas totais no varejo apresentaram alta de 7%. De acordo com estimativa da FIA, entre junho de 2011 e junho de 2012, este crescimento deve ser de apenas 2,9%.