Previsão
anterior era de uma expansão de 3,20% para este ano.
Revisão acontece após divulgação da prévia do PIB pelo Banco Central.
Revisão acontece após divulgação da prévia do PIB pelo Banco Central.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Os economistas dos bancos baixaram, na última semana, de 3,20% para
3,09% a sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste
ano, informou o Banco Central nesta segunda-feira (21), por meio do
relatório de mercado. O documento, também conhecido como Focus, é fruto de
pesquisa da autoridade monetária com mais de 100 instituições financeiras.
Para 2013, porém, a previsão de crescimento do PIB do mercado
financeiro subiu de 4,30% para 4,50%.
Para a taxa básica de juros,
o mercado financeiro continou prevendo um novo corte de 0,5 ponto percentual,
de 9% para 8,5% ao ano no fim de maio
A revisão das expectativas do mercado financeiro para o crescimento da
economia brasileira acontece após a divulgação, na última sexta-feira (18), do
Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, que é um indicador criado para
tentar antecipar o resultado do PIB pela autoridade monetária. O índice
registrou, em março, queda pelo terceiro mês consecutivo (-0,35%) e, no
acumulado do primeiro trimestre, apresentou um crescimento de 0,15% sobre os três meses
anteriores - o que representou desaceleração.
Inflação
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, a previsão dos analistas dos bancos recuou de 5,22% para 5,21% na semana passada. Para 2013, porém, a previsão do mercado para o IPCA subiu de 5,53% para 5,60%.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, a previsão dos analistas dos bancos recuou de 5,22% para 5,21% na semana passada. Para 2013, porém, a previsão do mercado para o IPCA subiu de 5,53% para 5,60%.
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de
calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo
de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o
IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% neste ano, visto
que, em 2011, a inflação ficou em 6,5% – no teto do sistema de metas.
Taxa de juros
Para a taxa básica de juros, o mercado financeiro continou prevendo um novo corte de 0,5 ponto percentual, de 9% para 8,5% ao ano no fim de maio - quando acontece a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado formado pela diretoria e presidente do BC, responsável por fixar os juros básicos da economia.
Para a taxa básica de juros, o mercado financeiro continou prevendo um novo corte de 0,5 ponto percentual, de 9% para 8,5% ao ano no fim de maio - quando acontece a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado formado pela diretoria e presidente do BC, responsável por fixar os juros básicos da economia.
Para o fim deste ano, a estimativa dos economistas dos bancos para os
juros permaneceu estável em 8% ao ano. Entretanto, para o fechamento de 2013,
a previsão recuou de 9,75% para 9,5% ao ano. Deste modo, o mercado
continua prevendo alta dos juros no próximo ano - embora com menor intensidade.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 permaneceu em R$ 1,85 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa ficou estável também em R$ 1,85 por dólar.
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 permaneceu em R$ 1,85 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa ficou estável também em R$ 1,85 por dólar.
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança
comercial (exportações menos importações) em 2012 subiu de US$ 19,22 para US$
20 bilhões na semana passada. Para 2013, a previsão do mercado para o
saldo positivo da balança comercial brasileira subiu de US$ 14,9 bilhões para
US$ 15 bilhões.
Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil recuou de
US$ 55,7 bilhões para US$ 55 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas
para o aporte de investimentos estrangeiros diretos avançou de US$ 57 bilhões
para US$ 58,3 bilhões.
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