Ao final desta jornada, o índice subiu 1,47% aos 57.210 pontos.
16 de setembro de 2011 - Mantendo o otimismo dos pregões anteriores, a Bolsa de Valores encerrou a jornada desta sexta-feira em alta de 1,47% aos 57.210 pontos, emendando o terceiro dia de ganhos. Na semana, o índice acumula alta de 2,56%.Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 5,28 bilhões.
Esse movimento, segundo o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, segue refletindo a melhora no otimismo externo, puxado pela ação do Banco Central Europeu, que na manhã de ontem anunciou medidas em conjunto com o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para capitalizar bancos europeus e as declarações feitas pelos líderes de alguns países da zona do euro durante a reunião do bloco na Polônia, que está ocorrendo hoje.
"O ânimo na bolsa brasileira é puxado pela melhora no cenário externo. A medida de ontem do BCE e as declarações dos presidentes dos países da zona do euro animaram os mercados. E também os indicadores de hoje não trouxeram nenhuma supresa", explica.
Entre os setores beneficiados pelo bom momento dos mercados, o analista destacou o desempenho dos setores de siderurgia, que segundo ele tem estado muito movimento nos últimos dias por conta das especulações envolvendo a CSN e a Camargo Correa e os segmentos de consumo e construção civil, muito penalizados pela desvalorização do mercado acionário brasileiro nos últimos dias.
Contudo, Brugger aponta que o volume de negócios desta jornada deve ser fraco, e o Ibovespa ainda encontra resistências para ultrapassar a barreira dos 58 mil pontos.
Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones caiu 2,20% aos 11.240 pontos. O S&P 500 recuou 2,53% para 1.173 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 2,58% aos 2.480 pontos.
Na agenda norte-americana, o Departamento do Tesouro divulgou hoje o fluxo de capitais do país para julho de 2011. A participações de longo prazo de valores mobiliários dos EUA em julho, dos residentes estrangeiros, aumentaram em compras líquidas em US$ 24,6 bilhões.
As aquisições líquidas por investidores privados estrangeiros foi de US$ 10,4 bilhões, e as compras líquidas por estrangeiros de instituições oficiais foram de US$ 14,2 bilhões. Ao mesmo tempo, residentes nos EUA aumentaram seus haveres em títulos de longo prazo estrangeiros, com compras líquidas de US$ 15,1 bilhões.
Levando em conta as transacções em ambos, os estrangeiros e valores mobiliários dos EUA, as compras líquidas estrangeiras de títulos de longo prazo foram de US$ 9,5 bilhões.
Após ajustes, tais como estimativas de pagamentos de principal sem registro de estrangeiros dos EUA, estão incluídos, a aquisição líquida global de estrangeiros de títulos de longo prazo é estimada para ter sido negativo em US$ 17,2 bilhões em julho. As detenções estrangeiras de todos os títulos denominados em dólar de curto prazo dos EUA e outros passivos de custódia diminuiram US$ 36,5 bilhões.
A confiança do consumidor norte-americano subiu entre agosto e setembro. A leitura prévia do índice, medido pela Universidade de Michigan, subiu para 57,8 este mês, após leitura revisada de 57,0. O resultado é superior esperado pelo mercado, de 55,7 (previsão Gradual Investimentos).
No Velho Continente, a balança comercial da zona do euro registrou superávit de € 4,3 bilhões em julho, ante superávit de € 4,7 bilhões para o mês de junho, de acordo com dados sem ajuste sazonal do escritório estatístico comunitário, o Eurostat.
Em julho do ano passado, a zona do euro registrou um déficit comercial de € 7,5 bilhões. A primeira estimativa para a balança comercial de julho apontava déficit de € 8 bilhões.
O déficit em conta corrente na zona do euro aumentou para € 12,9 bilhões em julho, segundo dados ajustados sazonalmente do Banco Central Europeu (BCE).Já o déficit de transações correntes subiu para € 3,6 bilhões, de € 28,8 bilhões em junho.
A dívida das administrações públicas espanholas chegou a 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, após crescer 16,51% com relação ao mesmo período do ano anterior, somando 702,806 bilhões de euros.
Segundo estes dados, divulgados nesta sexta-feira pelo Banco da Espanha, nos seis primeiros meses de 2010 a dívida espanhola representava 57,2% do PIB, ou seja, aumentou oito pontos percentuais em um ano.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, o aumento foi de 2,92%, uma vez que o montante somava então 682,854 bilhões de euros.
Nesta manhã, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que seu país se manteve empenhada em garantir a estabilidade do euro e que a Alemanha deve assumir um papel ativo para impedir que a crise da dívida se espalhe para outros paíes do bloco.
Merkel também afirmou que o crescimento econômico do país deve ficar entre 2,5% e 3% em 2011 e que a moeda única do bloco foi muito boa para as exportações da Alemanha, além de elogiar a atuação do Banco Central Europeu para garantir a estabilidade monetária da divisa.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram Eletrobras ON (+8,35% a R$ 17,64); Eletrobras PNB (+5,97% a R$ 22,88); Telesp PN (+5,61% a R$ 52,50); B2W Varejo ON (+5,33% a R$ 17,60); e Telemar Norte Leste PNA (+4,89% a R$ 44,00).
Na contramão terminaram Usiminas ON (-0,96% a R$ 23,85); Marfrig ON (-0,88% a R$ 7,85); Hypermarcas ON (-0,83% a R$ 11,97); CCR ON (-0,54% a R$ 46,20); e Petrobras ON (-0,09% a R$ 22,61).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 5 de setembro a 29 de dezembro) Petrobras PN (PETR4) ganhou 0,49% a R$ 20,65; Vale PNA (Vale5) fechou em alta de 0,66% a R$ 43,00; OGX ON (OGXP3) teve alta de 3% a R$ 12,01; ItauUnibanco (ITUB4) ganhou 1,91% a R$ 29,30 e BM&FBovespa ON (BVMF3) subiu 2,07% a R$ 9,35.
(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)
Esse movimento, segundo o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, segue refletindo a melhora no otimismo externo, puxado pela ação do Banco Central Europeu, que na manhã de ontem anunciou medidas em conjunto com o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para capitalizar bancos europeus e as declarações feitas pelos líderes de alguns países da zona do euro durante a reunião do bloco na Polônia, que está ocorrendo hoje.
"O ânimo na bolsa brasileira é puxado pela melhora no cenário externo. A medida de ontem do BCE e as declarações dos presidentes dos países da zona do euro animaram os mercados. E também os indicadores de hoje não trouxeram nenhuma supresa", explica.
Entre os setores beneficiados pelo bom momento dos mercados, o analista destacou o desempenho dos setores de siderurgia, que segundo ele tem estado muito movimento nos últimos dias por conta das especulações envolvendo a CSN e a Camargo Correa e os segmentos de consumo e construção civil, muito penalizados pela desvalorização do mercado acionário brasileiro nos últimos dias.
Contudo, Brugger aponta que o volume de negócios desta jornada deve ser fraco, e o Ibovespa ainda encontra resistências para ultrapassar a barreira dos 58 mil pontos.
Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones caiu 2,20% aos 11.240 pontos. O S&P 500 recuou 2,53% para 1.173 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 2,58% aos 2.480 pontos.
Na agenda norte-americana, o Departamento do Tesouro divulgou hoje o fluxo de capitais do país para julho de 2011. A participações de longo prazo de valores mobiliários dos EUA em julho, dos residentes estrangeiros, aumentaram em compras líquidas em US$ 24,6 bilhões.
As aquisições líquidas por investidores privados estrangeiros foi de US$ 10,4 bilhões, e as compras líquidas por estrangeiros de instituições oficiais foram de US$ 14,2 bilhões. Ao mesmo tempo, residentes nos EUA aumentaram seus haveres em títulos de longo prazo estrangeiros, com compras líquidas de US$ 15,1 bilhões.
Levando em conta as transacções em ambos, os estrangeiros e valores mobiliários dos EUA, as compras líquidas estrangeiras de títulos de longo prazo foram de US$ 9,5 bilhões.
Após ajustes, tais como estimativas de pagamentos de principal sem registro de estrangeiros dos EUA, estão incluídos, a aquisição líquida global de estrangeiros de títulos de longo prazo é estimada para ter sido negativo em US$ 17,2 bilhões em julho. As detenções estrangeiras de todos os títulos denominados em dólar de curto prazo dos EUA e outros passivos de custódia diminuiram US$ 36,5 bilhões.
A confiança do consumidor norte-americano subiu entre agosto e setembro. A leitura prévia do índice, medido pela Universidade de Michigan, subiu para 57,8 este mês, após leitura revisada de 57,0. O resultado é superior esperado pelo mercado, de 55,7 (previsão Gradual Investimentos).
No Velho Continente, a balança comercial da zona do euro registrou superávit de € 4,3 bilhões em julho, ante superávit de € 4,7 bilhões para o mês de junho, de acordo com dados sem ajuste sazonal do escritório estatístico comunitário, o Eurostat.
Em julho do ano passado, a zona do euro registrou um déficit comercial de € 7,5 bilhões. A primeira estimativa para a balança comercial de julho apontava déficit de € 8 bilhões.
O déficit em conta corrente na zona do euro aumentou para € 12,9 bilhões em julho, segundo dados ajustados sazonalmente do Banco Central Europeu (BCE).Já o déficit de transações correntes subiu para € 3,6 bilhões, de € 28,8 bilhões em junho.
A dívida das administrações públicas espanholas chegou a 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, após crescer 16,51% com relação ao mesmo período do ano anterior, somando 702,806 bilhões de euros.
Segundo estes dados, divulgados nesta sexta-feira pelo Banco da Espanha, nos seis primeiros meses de 2010 a dívida espanhola representava 57,2% do PIB, ou seja, aumentou oito pontos percentuais em um ano.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, o aumento foi de 2,92%, uma vez que o montante somava então 682,854 bilhões de euros.
Nesta manhã, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que seu país se manteve empenhada em garantir a estabilidade do euro e que a Alemanha deve assumir um papel ativo para impedir que a crise da dívida se espalhe para outros paíes do bloco.
Merkel também afirmou que o crescimento econômico do país deve ficar entre 2,5% e 3% em 2011 e que a moeda única do bloco foi muito boa para as exportações da Alemanha, além de elogiar a atuação do Banco Central Europeu para garantir a estabilidade monetária da divisa.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram Eletrobras ON (+8,35% a R$ 17,64); Eletrobras PNB (+5,97% a R$ 22,88); Telesp PN (+5,61% a R$ 52,50); B2W Varejo ON (+5,33% a R$ 17,60); e Telemar Norte Leste PNA (+4,89% a R$ 44,00).
Na contramão terminaram Usiminas ON (-0,96% a R$ 23,85); Marfrig ON (-0,88% a R$ 7,85); Hypermarcas ON (-0,83% a R$ 11,97); CCR ON (-0,54% a R$ 46,20); e Petrobras ON (-0,09% a R$ 22,61).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 5 de setembro a 29 de dezembro) Petrobras PN (PETR4) ganhou 0,49% a R$ 20,65; Vale PNA (Vale5) fechou em alta de 0,66% a R$ 43,00; OGX ON (OGXP3) teve alta de 3% a R$ 12,01; ItauUnibanco (ITUB4) ganhou 1,91% a R$ 29,30 e BM&FBovespa ON (BVMF3) subiu 2,07% a R$ 9,35.
(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)
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