terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bovespa fecha em alta de 2,93%

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a jornada desta terça-feira em alta de 2,93% aos 56.607 pontos, revertendo duas sequências de queda. O giro financeiro foi de R$ 6.276 bilhões.
6 de setembro de 2011 - Após abertura em baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a jornada desta terça-feira em alta de 2,93% aos 56.607 pontos, revertendo duas sequências de queda. O giro financeiro foi de R$ 6.276 bilhões.
Esse movimento, segundo o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, acompanhou a melhora do mercado norte-americano após a divulgação do índice ISM de atividades do setor de serviços, que veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado.
"A bolsa brasileira está subindo sentindo a melhora no mercado americano, que agora está caindo bem menos, mais de 1% quando estava caindo mais de 2%. Vemos um pouco de ajuste frente à queda dos dois dias", explica.
Contudo, por conta do feriado de sete de setembro, que fechará a bolsa brasileira, o ritmo dos negócios na quinta-feira deve ser pautado pela volatilidade, impacto da forte agenda econômica destes dois dias.
"Como amanhã é feriado, a volatilidade deve ser forte na quinta, porque amanhã temos o livro bege nos Estados Unidos, que é um indicador importante de como está indo a economia, e indicadores importantes dos países europeus, que ainda devem permanecer em foco. Mas na quinta, o grande destaque no cenário interno é a ata do Copom, onde eles vão explicar melhor a decisão", encerra.
Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones caiu 0,90% aos 11.139 pontos. O S&P 500 recuou 0,74% para 1.165 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 0,26% aos 2.473 pontos.
Na agenda norte-americana, o setor de serviços avançou em agosto, segundo o Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês).
O índice de atividade do segmento não industrial (de serviços) nos Estados Unidos registrou 53,3 pontos, ante o resultado de julho (52,7). O número veio acima da estimativa do mercado que apontava recuo para 51,2 pontos.
No Velho Continente, as novas encomendas à indústria na Alemanha caíram 2,8% em julho em comparação com o mês anterior, quando houve alta de 1,8%. As informações são do Bundesbank.
O número veio pior do que as estimativas que apontavam queda de 1,4%. O dado de maio ante abril foi revisado, passando de 1,8% para 1,5%.
A economia da União Europeia (UE) e da zona do euro cresceu no segundo trimestre apenas 0,2% em relação aos três primeiros meses deste ano, segundo dados da agência europeia de estatística, a Eurostat, o que confirma as primeiras estimativas que já apontavam a um arrefecimento da atividade econômica.
Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da UE aumentou 0,8% entre janeiro e março de 2011, no segundo trimestre o crescimento se reduziu a 0,2%, conforme a Eurostat.
Esta queda se deve à redução do consumo das famílias e à forte freada no avanço dos maiores países da UE, principalmente a Alemanha, que cresceu somente 0,1% na comparação com o trimestre anterior, e a França, cuja economia estagnou.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram Embraer ON (+6,67% a R$ 10,08); Gafisa ON (+6,45% a R$ 7,76); Brookfield ON (+6,40% a R$ 6,98); Klabin PN (+6,22% a R$ 5,29); e Eletrobras PNB (+5,87% a R$ 21,81).
Na contramão terminaram Cielo ON (-0,66% a R$ 41,84) e BM&FBovespa (-0,64% a R$ 9,32).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 5 de setembro a 29 de dezembro) Petrobras PN (PETR4) ganhava 2,20% a R$ 20,47; Vale PNA (Vale5) segue em alta de 2,47% a R$ 40,66; OGX ON (OGXP3) tinha alta de 3,48% a R$ 11,60; ItauUnibanco (ITUB4) ganhava 1,77% a R$ 29,31 e BM&FBovespa ON (BVMF3) caía 0,64% a R$ 9,32.

(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)


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