quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bovespa em forte alta de 2,78%, com giro de R$9,567 bilhões


A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta quinta-feira em forte alta de 2,87% aos 58.118 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,567 bilhões.
1º de setembro de 2011 - Emendando a quarta alta consecutiva, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta quinta-feira em forte alta de 2,87% aos 58.118 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,567 bilhões.
O mercado acionário brasileiro refletiu durante todo este pregão a reação do mercado ante a redução em 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros, divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na noite de ontem, como explica o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger.
Segundo ele, a decisão surpreendente da autoridade monetária deu força à bolsa local, valorizando os setores de construção civil e consumo, que haviam acumulado fortes perdas em agosto, segmentos beneficiados por juros mais baixos.
Entretanto, Brugger considera a decisão controversa, pois demonstra a influência do governo e desperta dúvidas quanto à capacidade do Banco Central em controlar o avanço inflacionário. Por conta desta surpresa junto ao mercado, o analista considera que os próximos dias devem ser pautados por uma forte volatilidade do Ibovespa.
Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones perdeu 1,03% aos 11.493 pontos. O S&P 500 recuou 1,19% para 1.204 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 1,30% aos 2.546 pontos.
Na agenda norte-americana, o número de pedidos de auxílio-desemprego (initial claims) recuou em 12 mil para 409 mil na semana encerrada no dia 27 de agosto, em comparação com uma semana antes, 421 mil pedidos (dado revisado).
A produtividade dos trabalhadores e das empresas recuou a uma taxa anualizada de 0,7% durante o segundo trimestre de 2011, abaixo da leitura preliminar de 0,3%, de acordo com o Departamento de Trabalho.
O número veio abaixo do esperado pelo mercado. No entanto, mostra desaceleração em relação ao segundo trimestre de 2010, quando avançou 2,4%. Já o custo do trabalho no período cresceu 3,3%, ante leitura preliminar de 2,2%.
O ISM Manufatura, índice que mede a atividade do setor manufatureiro, teve leve desaceleração em agosto. O indicador passou de 50,9 em julho para 50,6 no mês passado.
O número veio melhor do que o esperado pelo mercado, de 48,7.
As despesas totais com construção civil (Construction Spending) caíram 1,3% em julho ante a taxa de junho, totalizando US$ 789,5 bilhões, informou agora há pouco o Departamento de Comércio norte-americano. Na comparação com junho de 2010, o número representa uma alta de 0,1% (US$ 788,9 bilhões).
O resultado surpreendeu o mercado que esperava alta mensal de 0,2%. O dado de junho foi revisado de um avanço de 0,2% para uma alta de 1,6%.
No Velho Continente, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da Alemanha registrou queda pelo quarto mês consecutivo nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.
Em agosto, o indicador caiu para 50,9 ante 50,9 em julho. O índice teve o menor registro desde setembro de 2009, contudo ainda permanece dentro da margem de 50 pontos.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da Grécia registrou leve declínio nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC. Em agosto, o indicador caiu para 43,2 ante 45,2 em julho.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro do Reino Unido registrou queda nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.
Em agosto, o indicador caiu para 49,0 ante 49,4 em julho (dado revisado). O índice teve a menor leitura em 26 meses.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da Zona do Euro registrou queda nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.
Em agosto, o indicador caiu para 49,0 ante 50,4 em julho. O índice teve a mais baixa leitura desde agosto de 2009.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da França registrou queda nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.
Em agosto, o indicador caiu para 49,1 ante 50,5 em julho. O índice teve a mais baixa leitura desde junho de 2009.
Por aqui, na noite de ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu o mercado ao reduzir, em 0,50 ponto percentual, a taxa básica de juros, a Selic, que passou de 12,50% para 12% ao ano, contrariando movimento da reunião anterior, quando a autoridade monetária elevou a taxa em 0,25 p.p.
Em nota, a autoridade monetária afirmou que a decisão foi motivada pelo conturbado cenário internacional, sobretudo da deterioração do crescimento dos principais países desenvolvidos.
Entre as maiores altas ficaram B2W ON (+8,72% a R$ 17,45); BM&FBovespa ON (+8,25% a R$ 10,10); PDG Realt ON (+7,92% a R$ 8,45); Gafisa ON (+7,53% a R$ 8); e Rossi ON (+7,46% a R$ 13,11).
Na contramão terminaram Telesp PN (-2,29% a R$ 49,01); Sabesp ON (-0,83% a R$ 45,62); TIM ON (-0,62 a R$ 9,66); Ambev PN (-0,45% a R$ 55,10); e Fibria ON (-0,45% a R$ 15,53).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 2 de maio a 31 de agosto) Vale PNA (VALE5) ganhou 0,84 a R$ 40,99; Petrobras PN (PETR4) fechou em alta de 1,15% a R$ 21,04; OGX ON (OGXP3) teve alta de 2,44% a R$ 11,75; ItauUnibanco (ITUB4) ganhou 6,83% a R$ 30,80 e BM&FBovespa ON (BVMF3) subiu 8,25% a R$ 10,10.

(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)



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