quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Bolsa fecha em queda de 0,70 com giro de R$6,772 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo devolveu os ganhos obtidos até meia hora antes do encerramento das operações e fechou em queda de 0,70% aos 55.981 pontos, emendando o segundo dia de baixa. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 6,772 bilhões.

21 de setembro de 2011 - Após operar em alta durante boa parte desta jornada, a Bolsa de Valores de São Paulo devolveu os ganhos obtidos até meia hora antes do encerramento das operações e fechou em queda de 0,70% aos 55.981 pontos, emendando o segundo dia de baixa. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 6,772 bilhões.
O movimento positivo, segundo o analista da Futura Investimentos, Alan Oliveira, foi mantido pelo bom desempenho dos papéis ligados ao setor de commodities, beneficiados pela forte valorização do dólar nestes dois últimos dias.
Contudo, de acordo com Oliveira, o índice brasileiro perdeu força após o anúncio do programa de compra e venda de títulos do Tesouro pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para conter o avanço dos juros a longo prazo, pois parte do mercado recebeu o anúncio com ressalvas.
Outra razão apontada pelo documento elaborado pelo Departamento Econômico do Bradesco é a preocupação dos investidores com o novo pacote de medidas fiscais aprovado pelo governo da Grécia.
Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones caiu 2,49% aos 11.124 pontos. O S&P 500 recuou 2,94% para 1.166 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 2,01% aos 2.538 pontos.
Na agenda norte-americana, a venda de imóveis usados subiu 7,7% em agosto, somando 5,03 milhões de unidades, contra 4,67 milhões registradas no mês anterior (dado revisado), informou hoje a National Association of Realtors (NAR).
O resultado foi superior às expectativas do mercado, de 4,76 milhões unidades (Forex Fectory). Segundo relatório, na comparação com o mesmo mês de 2010, a venda de imóveis ficou 18,6% maior.
Nesta tarde, o Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidiu mais uma vez manter a taxa de juros inalterada entre zero e 0,25% até meados de 2013.
O Fed decidiu também adquirir até o final de junho de 2012 US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro com vencimentos remanescentes de 6 a 30 anos e vender uma quantidade igual de títulos com maturidade de três anos ou menos.
Segundo a nota, o programa deve reduzir as taxas de juros de longo prazo e ajudar a fortalecer as condições financeiras do país. Contudo, o Fed reconheceu a existência de riscos de forte deterioração na economia global e apontou também que a economia norte-americana deve se recuperar mais rapidamente nos próximos trimestres, porém o mercado de trabalho deve crescer em um ritmo mais lento.
No Velho Continente, sem indicadores econômicos relevantes nesta jornada, o Banco Central da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) informou em ata que pode comprar títulos para reforçar a recuperação do país.
Segundo o banco, as condições econômicas vistas no último mês seriam suficientes para a continuidade da medida.
Já o economista-chefe do BOE, Spencer Dale, afirmou que a inflação no Reino Unido deve ficar acima dos 5% antes de recuar em 2012.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram Embraer ON (+5,38% a R$ 11,94); B2W Varejo ON (+2,92% a R$ 16,56); Telemar PNA (+1,83% a R$ 42,96); Usiminas PNA (+1,74% a R$ 12,28); e Eletrobras PNB (+1,68% a R$ 23,06).
Na contramão terminaram Lojas Renner ON (-4,57% a R$ 52,20); MRV ON (-4,32% a R$ 10,63); BR Malls ON (-4,13% a R$ 18,57); Marfrig ON (-3,90% a R$ 6,90); e Duratex ON (-3,87% a R$ 9,68).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 5 de setembro a 29 de dezembro) Petrobras PN (PETR4) fechou estável a R$ 20,60; Vale PNA (Vale5) fechou em baixa de 1,25% a R$ 43,45; OGX ON (OGXP3) teve alta de 0,40% a R$ 12,40; ItauUnibanco (ITUB4) perdeu 0,31% a R$ 28,88 e BM&FBovespa ON (BVMF3) subiu 0,11% a R$ 9,37.

(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)


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