Do PEGN
No Tocantins, artesãos aproveitam a vegetação típica do estado para fazer bolsas, chapéus, bijuterias e bonecos. As peças impressionam pela beleza e geram bons negócios.
Palmas, a capital do Tocantins, concentra a maior produção de artesanato do estado. As peças são criadas com habilidade, dedicação e planejamento.
As belezas naturais do estado despertam o interesse nacional. Às margens do rio Tocantins, que corta boa parte do estado, é possível ver uma vegetação rica. Plantas e frutos típicos da região, como a folha da palmeira de Buriti, o capim-dourado e o jatobá (uma planta típica do serrado brasileiro), são usados para fazer o artesanato vendido para todo o Brasil.
“Esse é o fruto do jatobá, que é utilizado no artesanato, tanto o fruto quando a semente. (...) O fruto, eles trabalham, ele inteiro, retratando o cotidiano das pessoas nativas, da região”, afirma Raimundo Santos Filho, engenheiro florestal.
O artesão Guilherme Santos faz bonecos de jatobá. Ele trabalha em um pequeno ateliê, em Palmas. O artesão aproveita a casca do fruto para dar a forma de um boneco. A roupa é feita com bucha vegetal. Para dar apoio, são usados talo de bambu e arame. A pintura é feita em pátina envelhecida.
As peças representam o cotidiano de profissionais, como dentista, médico, pianista e baterista. As cenas da vida dura no campo também são retratadas. “Arte não tem aquele limite (...). Você tem que pegar uma peça, às vezes você está com o projeto de uma peça naquilo ali, mas ao olhar você já dá uma outra vida para aquilo”, explica Santos. Cada boneco custa R$ 20.
O artesão vende as peças para outros estados e até para o exterior. O faturamento médio dele é de R$ 20 mil por mês. “Vivo da arte há oito anos. Posso dizer que mudei a 1.000% ou mais, graças a Deus. Fiz muito bem e a tendência é viver melhor.”
“Reciclamos o fruto jatobá, a cabaça, que é nativa também da nossa região, o cupuaçu. Então assim, são materiais descartados pela natureza, que a natureza descarta, vamos lá, recolhemos, e aprovamos, fazemos dela uma arte.”
As belezas naturais do estado despertam o interesse nacional. Às margens do rio Tocantins, que corta boa parte do estado, é possível ver uma vegetação rica. Plantas e frutos típicos da região, como a folha da palmeira de Buriti, o capim-dourado e o jatobá (uma planta típica do serrado brasileiro), são usados para fazer o artesanato vendido para todo o Brasil.
“Esse é o fruto do jatobá, que é utilizado no artesanato, tanto o fruto quando a semente. (...) O fruto, eles trabalham, ele inteiro, retratando o cotidiano das pessoas nativas, da região”, afirma Raimundo Santos Filho, engenheiro florestal.
O artesão Guilherme Santos faz bonecos de jatobá. Ele trabalha em um pequeno ateliê, em Palmas. O artesão aproveita a casca do fruto para dar a forma de um boneco. A roupa é feita com bucha vegetal. Para dar apoio, são usados talo de bambu e arame. A pintura é feita em pátina envelhecida.
As peças representam o cotidiano de profissionais, como dentista, médico, pianista e baterista. As cenas da vida dura no campo também são retratadas. “Arte não tem aquele limite (...). Você tem que pegar uma peça, às vezes você está com o projeto de uma peça naquilo ali, mas ao olhar você já dá uma outra vida para aquilo”, explica Santos. Cada boneco custa R$ 20.
O artesão vende as peças para outros estados e até para o exterior. O faturamento médio dele é de R$ 20 mil por mês. “Vivo da arte há oito anos. Posso dizer que mudei a 1.000% ou mais, graças a Deus. Fiz muito bem e a tendência é viver melhor.”
“Reciclamos o fruto jatobá, a cabaça, que é nativa também da nossa região, o cupuaçu. Então assim, são materiais descartados pela natureza, que a natureza descarta, vamos lá, recolhemos, e aprovamos, fazemos dela uma arte.”
Capim dourado
O grande destaque do artesanato do Tocantins sai do capim dourado, característico das veredas do Jalapão, uma das regiões mais bonitas do Brasil. A área é de conservação ambiental e fica a 180 quilômetros de Palmas. Das plantações, os artesãos tiram a matéria-prima que se transforma em arte.
Há anos descoberto pelos artesãos, encantou os brasileiros. Hoje, ele é considerado patrimônio cultural do estado e já é conhecido no exterior. O segredo que chama tanto atenção é o brilho metálico e dourado das peças.
O grande destaque do artesanato do Tocantins sai do capim dourado, característico das veredas do Jalapão, uma das regiões mais bonitas do Brasil. A área é de conservação ambiental e fica a 180 quilômetros de Palmas. Das plantações, os artesãos tiram a matéria-prima que se transforma em arte.
Há anos descoberto pelos artesãos, encantou os brasileiros. Hoje, ele é considerado patrimônio cultural do estado e já é conhecido no exterior. O segredo que chama tanto atenção é o brilho metálico e dourado das peças.
Com o capim dourado, as opções de artesanato são muito variadas. Pode ser um espelho, um chapéu, uma bolsa, um artigo para cozinha e uma bijuteria. O curioso é que as peças precisam ter um formato arredondado, porque se a fibra dobrar, quebra e estraga. Com habilidade, a artesã consegue fazer tudo muito rápido.
Em uma loja, em Palmas, eles são os produtos mais vendidos. Uma bolsa pode custar até R$ 180. A pulseira sai por R$ 2 e o colar tem preço médio de R$ 20.
“Minhas amigas que moram fora, elas adoram. Me ligam pedindo para mandar mais”, diz a consumidora Kelly Coelho.
“Vou levar lá para o litoral de São Paulo, para o Guarujá para os amigos, para os colegas e para a família também”, diz o consumidor Renato Mesquita.
O empresário Manoel Vieira Junior fatura alto com a venda das peças produzidas com o capim dourado. A escolha fica difícil entre quase 5 mil itens diferentes. Por mês, ele fatura na faixa de R$ 8 mil.
Em uma loja, em Palmas, eles são os produtos mais vendidos. Uma bolsa pode custar até R$ 180. A pulseira sai por R$ 2 e o colar tem preço médio de R$ 20.
“Minhas amigas que moram fora, elas adoram. Me ligam pedindo para mandar mais”, diz a consumidora Kelly Coelho.
“Vou levar lá para o litoral de São Paulo, para o Guarujá para os amigos, para os colegas e para a família também”, diz o consumidor Renato Mesquita.
O empresário Manoel Vieira Junior fatura alto com a venda das peças produzidas com o capim dourado. A escolha fica difícil entre quase 5 mil itens diferentes. Por mês, ele fatura na faixa de R$ 8 mil.
Para que o negócio continue lucrativo, os artesãos de Tocantins já sabem que o fundamental é respeitar a natureza que se desdobra em arte e gera o pão de cada dia.