Vigor anuncia compra da Itambé por R$ 410 milhões
Empresa que pertence à família
Batista, do JBS, fica com 50% do capital da concorrente
A Vigor Alimentos , dos irmãos
Joesley, José e Wesley Batista da JBS, e a Cooperativa Central dos Produtores
Rurais de Minas Gerais (CCPR) assinaram um acordo que prevê a compra de parte
do capital da Itambém por R$ 410 milhões. A Itambé foi criada a partir dos
ativos e passivos operacionais e contratos relacionados ao processamento,
distribuição, marketing e comercialização de produtos lácteos e refrigerados da
CCPR.
O aporte será realizado pela Vigor na
empresa mineira e será utilizado para fortalecer a estrutura de capital e
contribuir para o crescimento de uma das mais tradicionais companhias de
lácteos do Brasil. Como resultado da operação, Vigor e CCPR passarão a ser
sócias e deter uma participação de 50% no capital social da Itambé.
O investimento na Itambé, quando
concluído, irá acelerar a execução do plano estratégico da Vigor, incluindo a
expansão para importantes mercados, como os de Minas Gerais e Rio de Janeiro,
regiões bastante complementares às principais áreas de atuação da Vigor. A
força da marca Itambé, uma das mais tradicionais marcas do segmento de lácteos
no país, será uma das principais alavancas de criação de valor desse
investimento.
Mais ainda, com uma oferta de produtos diversificada em categorias que
incluem leite em pó, iogurtes e requeijões, a Itambé contribuirá para uma
melhor complementaridade aos produtos da Vigor. A conclusão da operação está
sujeita a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
À espera de comprador, Banco BVA vende letreiro e
lixeira na internet
|Banco sob intervenção do Banco
Central liquida mobiliário em site de leilões
Vinícius Oliveira - iG São Paulo
Sob intervenção do Banco Central
desde 19 de outubro do ano passado, o Banco BVA colocou à venda em site de
leilões na internet todo tipo de mobiliário de sua sede, como
estações de trabalho,
televisores e até peças como lixeiras, filtro de água e o próprio letreiro do
banco, que tem preço mínimo de R$ 20. Se todos os produtos oferecidos forem
vendidos pelo lance mínimo, a arrecadação será de cerca de R$ 11.500, um valor
irrisório perto do rombo de R$ 1,5 bilhão . O estopim da crise que abateu o BVA foi revelado em
agosto de 2012 pelo iG .
O site Sold Leilões Online não revela
qual a estimativa de arrecadação dos 222 lotes do leilão virtual, mas cita a
venda de materiais pertencentes a bancos entre as mais disputadas, ao lado de
veículos e de móveis de apartamentos decorados de incorporadoras. No último
ano, a empresa registrou faturamento de R$ 60 milhões, sendo 30% deste montante
proveniente de móveis e eletrodomésticos.
ATUAL SITUAÇÃO
Para contornar a crise, o BVA precisa
muito mais do que vender um conjunto de lixeiras. O comprador do banco, por sua
vez, além de cobrir o rombo R$ 1,5 bilhão, teria de aportar de R$ 600 milhões a
R$ 700 milhões para torná-lo operacional. No começo de fevereiro, o empresário
Carlos Alberto de Oliveira Andrade, controlador do Caoa, chegou a se interessar
pelo banco, mas “não se sentiu confortável para fazer uma proposta".
Se não encontrar comprador e for mesmo liquidado pelo BC, o BVA se
juntará a outras seis instituições que quebraram no País nos últimos dois anos.
Cruzeiro do Sul, Prosper, Panamericano, Schahin e Morada, além da financeira
Oboé, tiveram problemas.