domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vigor compra Itambé


Vigor anuncia compra da Itambé por R$ 410 milhões
Empresa que pertence à família Batista, do JBS, fica com 50% do capital da concorrente
A Vigor Alimentos , dos irmãos Joesley, José e Wesley Batista da JBS, e a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) assinaram um acordo que prevê a compra de parte do capital da Itambém por R$ 410 milhões. A Itambé foi criada a partir dos ativos e passivos operacionais e contratos relacionados ao processamento, distribuição, marketing e comercialização de produtos lácteos e refrigerados da CCPR.
O aporte será realizado pela Vigor na empresa mineira e será utilizado para fortalecer a estrutura de capital e contribuir para o crescimento de uma das mais tradicionais companhias de lácteos do Brasil. Como resultado da operação, Vigor e CCPR passarão a ser sócias e deter uma participação de 50% no capital social da Itambé.
O investimento na Itambé, quando concluído, irá acelerar a execução do plano estratégico da Vigor, incluindo a expansão para importantes mercados, como os de Minas Gerais e Rio de Janeiro, regiões bastante complementares às principais áreas de atuação da Vigor. A força da marca Itambé, uma das mais tradicionais marcas do segmento de lácteos no país, será uma das principais alavancas de criação de valor desse investimento.
Mais ainda, com uma oferta de produtos diversificada em categorias que incluem leite em pó, iogurtes e requeijões, a Itambé contribuirá para uma melhor complementaridade aos produtos da Vigor. A conclusão da operação está sujeita a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).



À espera de comprador, Banco BVA vende letreiro e lixeira na internet
|Banco sob intervenção do Banco Central liquida mobiliário em site de leilões
 Vinícius Oliveira - iG São Paulo 
Sob intervenção do Banco Central desde 19 de outubro do ano passado, o Banco BVA colocou à venda em site de leilões na internet todo tipo de mobiliário de sua sede, como
estações de trabalho, televisores e até peças como lixeiras, filtro de água e o próprio letreiro do banco, que tem preço mínimo de R$ 20. Se todos os produtos oferecidos forem vendidos pelo lance mínimo, a arrecadação será de cerca de R$ 11.500, um valor irrisório perto do rombo de R$ 1,5 bilhão . O estopim da crise que abateu o BVA foi revelado em agosto de 2012 pelo iG .
O site Sold Leilões Online não revela qual a estimativa de arrecadação dos 222 lotes do leilão virtual, mas cita a venda de materiais pertencentes a bancos entre as mais disputadas, ao lado de veículos e de móveis de apartamentos decorados de incorporadoras. No último ano, a empresa registrou faturamento de R$ 60 milhões, sendo 30% deste montante proveniente de móveis e eletrodomésticos.
ATUAL SITUAÇÃO
Para contornar a crise, o BVA precisa muito mais do que vender um conjunto de lixeiras. O comprador do banco, por sua vez, além de cobrir o rombo R$ 1,5 bilhão, teria de aportar de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões para torná-lo operacional. No começo de fevereiro, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, controlador do Caoa, chegou a se interessar pelo banco, mas “não se sentiu confortável para fazer uma proposta".
Se não encontrar comprador e for mesmo liquidado pelo BC, o BVA se juntará a outras seis instituições que quebraram no País nos últimos dois anos. Cruzeiro do Sul, Prosper, Panamericano, Schahin e Morada, além da financeira Oboé, tiveram problemas.