Ibovespa tem 1ª alta em 8 pregões, mas não impede
5ª semana seguida de queda
Benchmark fechou esta
sexta-feira com alta de 0,97%, mas acumulou nestas cinco sessões variação
negativa de 2,08%
*Atualizado às 18h01 (horário de Brasília)
Alternando entre ganhos e perdas no início da tarde, o Ibovespa retomou a trajetória positiva observada durante a
manhã e fechou no campo positivo, interrompendo assim uma sequência de sete
sessões no vermelho. Com isso, o índice fechou com ganhos de 0,97%, aos 56.697 pontos. Entretanto, esta valorização não evitou a
queda do benchmark da bolsa na semana - a 5ª consecutiva no vermelho -, com
perdas de 2,08%. O giro financeiro foi de R$
8,93 bilhões.
O índice oscilou durante boa parte da sessão seguindo a volatilidade das
ações da OGX Petróleo (OGXP3), que chegaram
a subir 8,89% pela manhã, inverteram sinal, voltaram a registrar
alta, mas fecharam em baixa de 0,28%, a R$ 3,59. Na véspera a ação da OGX Petróleo saltou quase 12% ante rumores de venda de parte da empresa para a Petronas. A
OGX tem a quarta ação com maior participação no índice, com participação de
4,0%.
Após sete sessões, índice fechou em alta, mas não evitou queda na semana
Suzano lidera ganhos do índice
As ações da Gafisa (GFSA3) lideram os ganhos da sessão, com forte alta de 8,44%, cotados a R$ 4,24. Com o anúncio do aumento de preço da celulose, as ações da Suzano (SUZB5) tiveram ganhos de 6,48%, atingindo os R$ 6,57, influenciando positivamente a cotação dos papéis da Fibria (FIBR3) registraram alta de 4%, aos R$ 22,34. As ações da Brookfield (BISA3) registraram alta de 5,94%, a R$ 3,39.
As ações da Gafisa (GFSA3) lideram os ganhos da sessão, com forte alta de 8,44%, cotados a R$ 4,24. Com o anúncio do aumento de preço da celulose, as ações da Suzano (SUZB5) tiveram ganhos de 6,48%, atingindo os R$ 6,57, influenciando positivamente a cotação dos papéis da Fibria (FIBR3) registraram alta de 4%, aos R$ 22,34. As ações da Brookfield (BISA3) registraram alta de 5,94%, a R$ 3,39.
Já a BRF (BRFS3) viu as suas ações subirem 5,08%,
a R$ 43,61; vale ressaltar aprovou a indicação do empresário Abilio Diniz para
a presidência da conselho da companhia.
As
maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
|
Cód.
|
Ativo
|
Cot R$
|
% Dia
|
% Ano
|
Vol1
|
|
GAFISA ON
|
4,24
|
+8,44
|
-9,98
|
64,47M
|
|
|
SUZANO PAPEL PNA
INT
|
6,57
|
+6,48
|
-6,41
|
52,72M
|
|
|
BROOKFIELD ON
|
3,14
|
+6,08
|
-8,19
|
20,32M
|
|
|
MMX MINER ON
|
3,39
|
+5,94
|
-23,82
|
21,35M
|
|
|
BRF FOODS ON
|
43,61
|
+5,08
|
+3,86
|
134,63M
|
Já entre as maiores perdas, destaque para as ações ordinárias da Vale (VALE3), com baixa de2,67%, a R$ 35,72,
seguida pelos papéis da JBS (JBSS3), com queda
de 2,61%, a R$ 6,72, enquanto os papéis ON da Usiminas (USIM3) registraram baixa de 2,56%, a
R$ 9,90.
As maiores
baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
|
Cód.
|
Ativo
|
Cot R$
|
% Dia
|
% Ano
|
Vol1
|
|
VALE ON
|
35,72
|
-2,67
|
-15,52
|
223,54M
|
|
|
JBS ON
|
6,72
|
-2,61
|
+12,00
|
33,57M
|
|
|
USIMINAS ON
|
9,90
|
-2,56
|
-27,58
|
7,09M
|
|
|
BRADESPAR PN
|
27,10
|
-2,52
|
-17,45
|
81,01M
|
|
|
BR MALLS PAR ON
|
25,00
|
-2,50
|
-7,48
|
99,83M
|
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :
|
Código
|
Ativo
|
Cot R$
|
Var %
|
Vol1
|
Neg
|
|
VALE PNA
|
34,10
|
-2,07
|
856,01M
|
35.140
|
|
|
PETROBRAS PN
|
17,15
|
-0,98
|
440,44M
|
32.574
|
|
|
OGX PETROLEO ON
|
3,59
|
-0,28
|
420,61M
|
37.787
|
|
|
ITAUUNIBANCO PN
|
35,10
|
+3,24
|
352,83M
|
23.018
|
|
|
BRADESCO PN
|
35,67
|
+2,06
|
229,19M
|
13.239
|
|
|
VALE ON
|
35,72
|
-2,67
|
223,54M
|
11.369
|
|
|
BRASIL ON
|
25,72
|
+1,70
|
201,75M
|
14.137
|
|
|
ITAUSA PN
|
10,32
|
+3,20
|
176,96M
|
27.159
|
|
|
AMBEV PN
|
90,64
|
+1,09
|
161,77M
|
5.271
|
|
|
BMFBOVESPA ON
|
13,19
|
+1,85
|
152,75M
|
15.363
|
* -
Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
Bolsas europeias fecham sexta-feira em alta
Já na Europa, o dia foi de alta das principais bolsas, apesar da Comissão Europeia revisar suas projeções e prever mais um ano de recessão para a zona do euro. Agora, a estimativa é de queda de 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto).
Já na Europa, o dia foi de alta das principais bolsas, apesar da Comissão Europeia revisar suas projeções e prever mais um ano de recessão para a zona do euro. Agora, a estimativa é de queda de 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto).
Aliás, a Alemanha anunciou, em linha com o esperado, uma queda de 0,6%
do PIB no último trimestre de 2012, na comparação com os três meses anteriores.
A surpresa veio por parte do Ifo Business Climate Index, que mede a
confiança dos empresários do país. O indicador saltou de 104,3 em dezembro para
107,4 em fevereiro, superando as projeções do mercado e alcançando a máxima em
10 meses.
Para o restante do dia, a agenda de indicadores internacionais é mais
leve, sem dados relevantes para o mercado a serem divulgados nos EUA. Por lá o destaque
fica para o discurso de dois membros do Fomc, Jerome Powell e Daniel Tarullo.
Inflação desacelera em fevereiro
Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou um IPCA-15 de 0,68% em fevereiro, levemente acima dos 0,64% projetados pela consultoria LCA. No entanto, o número mostra desaceleração sobre os 0,88% de janeiro.
Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou um IPCA-15 de 0,68% em fevereiro, levemente acima dos 0,64% projetados pela consultoria LCA. No entanto, o número mostra desaceleração sobre os 0,88% de janeiro.
Já na última noite, o Banco Central anunciou algumas mudanças no
compulsório e no redesconto, sem liberar mais recursos à economia. Entre as
principais medidas, a instituição reduziu a penalidade para compulsórios que
não foram recolhidos e reduziu o custo das linhas do redesconto, de modo a se
adequar à nova realidade de juros do país.
Reunião do Fomc: o evento da semana
Dentre os fatores que mais chamaram a atenção do mercado esteve a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) nos EUA, na última quarta-feira. O Federal Reserve revelou que considera uma revisão do programa de US$ 85 bilhões em compras de ativos mensais, revelando ainda que alguns membros da autoridade monetária norte-americana consideram encerrar o programa antes que ele alcance o objetivo inicial, de melhora substancial no mercado de trabalho.
Dentre os fatores que mais chamaram a atenção do mercado esteve a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) nos EUA, na última quarta-feira. O Federal Reserve revelou que considera uma revisão do programa de US$ 85 bilhões em compras de ativos mensais, revelando ainda que alguns membros da autoridade monetária norte-americana consideram encerrar o programa antes que ele alcance o objetivo inicial, de melhora substancial no mercado de trabalho.
Outras ideias sugerem que o programa pode ser reduzido ou então que o
Federal Reserve troque as compras de ativos por promessas de que não venderá os
ativos por um período mais longo do que o previsto atualmente. Com o anúncio, o
Ibovespa registrou a maior desvalorização em três meses na quarta-feira, com
perdas de 1,98%, contribuindo em boa parte para a desvalorização semanal
do índice. Entretanto, apesar das sinalizações do Fed,economistas não esperam que haja interrupção dos
estímulos pela autoridade norte-americana.
Além do cenário internacional, a situação econômica doméstica também
seguiu no radar dos investidores. Por aqui, o mercado começou a precificar
uma nova alta na taxa Selic,
depois do ministro da Fazenda, Guido Mantega dizer, que fará tudo o que for
preciso para conter a inflação. Neste sentido, o próprio governo estaria acenando a hipotése de aumentar a
taxa Selic ainda este ano. Entretanto, o Banco Central não estaria avaliando novos ajustes para
cima no ano, em meio às preocupações acerca da economia nacional
e apesar das preocupações com a inflação.