segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sem surpresas de um lado, muitas do outro


Sem maiores surpresas, o Ibovespa fechou em alta de 0,18%, atingindo 61.168 pontos, com um giro de R$6,781 bilhões, distorcido principalmente pelo que comentei pela manhã: o vencimento de opções sobre ações.   Entre os indicadores que mais pesaram, estão Vale PN, que hoje subiu 1,38%, batendo R$43,30; Petrobrás PN perdeu 0,60%, OGX que recuou 1,32%.   Itaú Unibanco PN valorizou 0,60%, a  R$35,20. 
Surpresa mesmo, nenhuma, embora o índice de confiança aqui noticiado pudesse ter exercido uma leve pressão, sexta-feira passada foi melhor que hoje.
Já o dolar fechou o dia com uma desvalorização de 0,12%, após ter ensaiado subir no início dos negócios.
Quando o assunto é surpresa, vale comentar o que o diário britânico Financial  Times publicou hoje: cresce a inadimplência no Brasil e a cada dia aumenta a quantidade de gente com pagamentos atrasados, de seus consumos, por 90 dias ou mais.   Chama a atenção a reportagem sobre o estouro de uma "bolha de crédito".
O crédito fácil, apesar dos juros, está fazendo o brasileiro fazer compras sem fazer contas, o que de certo gerará problemas para o cidadão e para a economia do país.
Está muito mais fácil adquirir o que quer que seja e, sejamos críticos, famílias sem a menor estrutura financeira estão fazendo aquisições além do seu poderio financeiro, correndo o risco de cair na vala do calote.   E essa vala dá um trabalho medonho prá sair.   De repente todo mundo achou que pode tudo mas os números da SERASA já mostram que não é bem assim...   Portanto, uma dica: veja bem o preço à vista, faça conta dos juros (veja se você não vai pagar várias vezes o mesmo bem e adquirir um só), estude, pechinche, enfim, planeje sua compra prá não ter de vender o carro prá comprar o combustível.   Água prá apagar incêndio é uma coisa, prá fazer comida é outra.   Às vezes a sua pressa em adquirir um bem está intimamente ligada à status, tara (isso mesmo que eu disse: tara) e satisfação pessoal temporária.   Lembre do velho ditado: a pressa passa, a merda fica!   Dois, três meses depois sua pressa passou, seu tesão pelo bem adquirido não é tão grande assim e o carnê ainda tem muita folha prá destacar.


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