com informações do G1 e Reuters
Após iniciar o dia em baixa e ensaiar valorização no início da tarde, Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quarta-feira (22) em baixa. O Ibovespa, principal índice da bolsa, recuou 0,37%, aos 61.194 pontos.
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Na véspera, o Ibovespa teve valorização de 0,42%, aos 61.423 pontos. O giro financeiro foi de apenas R$ 4,6 bilhões.
A reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, centra as atenções nesta quarta-feira. O Fed anunciou que manteve a taxa de juro americana entre zero e 0,25% e avisou que vai completar seu plano de compra de US$ 600 bilhões em títulos de Tesouro de longo prazo no fim deste mês. Também indicou que vai seguir com sua política de investir o pagamento de seus ativos já em carteira.
A reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, centra as atenções nesta quarta-feira. O Fed anunciou que manteve a taxa de juro americana entre zero e 0,25% e avisou que vai completar seu plano de compra de US$ 600 bilhões em títulos de Tesouro de longo prazo no fim deste mês. Também indicou que vai seguir com sua política de investir o pagamento de seus ativos já em carteira.
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, admitiu nesta quarta-feira (22) que a economia americana está crescendo em um ritmo mais lento que o esperado.
Porém, ele observou que os fatores que vem contribuindo para este ritmo mais lento de expansão econômica são temporários e afirmou esperar que a taxa de desemprego comece a recuar nos próximos meses.
Sem sinais sobre uma nova política de estímulo à economia dos Estados Unidos, os investidores preferiram manter a cautela e provocaram a baixa do Ibovespa.
"O mercado até ganhou um pouco de força ao longo do dia, e aqui a gente acompanhou. Mas depois começaram a sair dados sobre expectativas americanas, a fala do Bernanke, e os mercados engoliram boa parte da alta", disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ativa.
Na sexta-feira, quando o mercado brasileiro volta do feriado, será conhecida a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre, o que deve manter a atenção dos investidores.
O voto de confiança do Parlamento da Grécia ao governo do país teve pouca repercussão nos negócios. A demonstração de apoio abre caminho para a realização das reformas fiscais exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a ajuda financeira a Atenas, mas já havia sido precificada, segundo operadores.
DestaquesEntre as ações com mais liquidez na Bovespa, Vale PNA avançou 0,46%, a R$ 43,85, e Petrobras PN teve variação positiva de 0,09%, a R$ 23,26.
Ações de construtoras foram o destaque negativo, mantendo a trajetória iniciada em 10 de junho, com o índice setorial em queda de cerca de 8,5% desde o dia 9.
MRV foi a que mais sofreu no setor nesta quarta-feira, com perda de 3,91%, a R$ 13,01 reais.
A fabricante de bens de consumo Hypermarcas avançou 0,69%, a R$ 14,61. Analistas do Bank of America Merrill Lynch destacaram que, após a queda de 50% em relação a outubro, a ação está em um preço atraente e é uma das preferidas para os próximos 12 meses.
"A venda das problemáticas unidades de alimentos e de produtos de limpeza parece a caminho, e poderia gerar cerca de R$ 500 milhões", escreveram os analistas Robert Ford, Melissa Byun e Marcelo Santos, como um dos cinco motivos para a visão positiva sobre a empresa.
Banco do Brasil subiu 1,75%, a R$ 27,26, e liderou a alta das ações de instituições financeiras.
O vice-presidente de novos negócios do banco, Paulo Caffarelli, disse à Reuters que a instituição deve superar R$ 1 trilhão em ativos neste ano.
Sobre o Ibovespa como um todo, pesquisa da Reuters com analistas mostrou que o índice deve avançar mais até o encerramento do ano, com a inflação sob controle e a economia global se recuperando, embora um possível default da Grécia possa deixar investidores apreensivos. A mediana das estimativas de 22 analistas é de Ibovespa a 71.650 pontos até o final do ano.
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