Afirmação é de Georges Soros, em Davos.
Região não pode resolver problemas só com reformas estruturais, disse.
Especialista falou em almoço no Fórum Econômico Mundial.
Especialista falou em almoço no Fórum Econômico Mundial.
Do Valor OnLine
Dívida emitida em conjunto, ou eurobônus, é uma parte inevitável da solução para a crise de dívida soberana da zona do euro, disse nesta quarta-feira (25) o financista veterano George Soros. Isso porque a região não pode resolver seus problemas apenas por meio de reformas estruturais.
Em almoço com jornalistas, no Fórum Econômico Mundial, Soros afirmou que as autoridades europeias "fizeram tudo errado" em sua resposta à crise financeira que eclodiu em 2007, com uma política confusa que evidenciou ignorância sobre como os mercados financeiros funcionam.
O megainvestidor George Soros fala durante conferência em Davos nesta quarta-feira (25). (Foto: Reuters)
"A austeridade que a Alemanha quer impor empurrará a Europa para uma espiral deflacionária de dívida", alertou. Ele acrescentou que a desintegração política da União Europeia inevitavelmente vai se concretizar, se esta espiral sair do controle.
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"Apenas reformas estruturais não resolvem", disse Soros. "É preciso haver estímulo fiscal e este estímulo tem de vir da UE, garantido conjuntamente pelos seus países-membros. Eurobônus são necessários de uma forma ou de outra."
Soros pediu às autoridades que adotem um plano pioneiro do ex-ministro italiano Tommaso Padoa-Schioppa, que previa a compra de notas de curto prazo do Tesouro pelo Fundo de Estabilidade Financeira, a taxas de juros baixas, dos países que enfrentam problemas sérios de dívida.
Ele observou que, enquanto as últimas operações de refinanciamento de longo prazo do Banco Central Europeu reduziu os custos de funding da Espanha e da Itália, o plano de Padoa-Schioppao fereceria alívio orçamentário imediato.
Tal plano, afirmou, "fortaleceria o governo da Itália", ao deixar claro aos italianos que haveria benefícios em adotar o tipo de reformas desejadas pelo primeiro-ministro Mario Monti.
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