sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mercados encerram semana em queda

7 de outubro de 2011 - Após operar em campo positivo, as principais praças acionárias inverterem rumo e encerram o pregão desta sexta-feira em queda acentuada, deixando de lado os bom dados sobre empregos gerados nos EUA e dando lugar as notícias de rebaixamento de ratings de bancos europeus, sinalizando preocupação dos investidores.
Há pouco, a agência de qualificação de riscos Fitch rebaixou em dois níveis a confiabilidade da Espanha para enfrentar seus credores pela intensificação da crise europeia e pelas dúvidas sobre o cumprimento dos objetivos de déficit das comunidades autônomas.A empresa americana rebaixou de AA+ para AA- a qualificação espanhola, além de deixá-la com perspectiva negativa.
O rebaixamento da nota até o quarto nível de sua escala se deve ao fato de a Espanha estar "especialmente vulnerável" aos problemas dos líderes europeus para resolver a crise da dívida.
Essa vulnerabilidade se explica, segundo a Fitch, por seu "ainda considerável déficit estrutural, o alto nível de dívida externa líquida e a fragilidade da recuperação econômica".
A também agência de classificação Moody's anunciou o rebaixamento da nota de nove dos principais bancos portugueses devido a três fatores: posse de dívida soberana lusa, expectativa de fraco crescimento da economia e pressão para a obtenção de liquidez.A Moody's informou em comunicado que com estas medidas conclui a revisão das entidades financeiras lusas iniciada em 15 de julho, quando cortou a nota de Portugal de "Baa1" a "Ba2", um nível já considerado "bônus lixo".
Desta forma, os bancos mais importantes do país - Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Espírito Santo (BES), Grupo Financeiro Espírito Santo (ESFG), Banco Comercial Português (BCP), Montepio Geral e Banco Português de Investimentos (BIS) - contam agora com um "rating" equivalente a "bônus lixo", com exceção do Banco Santander Totta.As notas das nove entidades afetadas, além disso, estão agora em perspectiva negativa, o que abre caminho para novos rebaixamentos.
Foi rebaixada também pela agência a classificação da dívida e de depósitos de 12 instituições financeiras do Reino Unido, entre elas o Santander UK, o Lloyds e o Royal Bank of Scotland (RBS).
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Moody's assinala, no entanto, que esta queda não reflete uma deterioração da fortaleza financeira do sistema bancário do Reino Unido.
A agência, que tomou esta medida após concluir uma revisão do apoio sistemático do Governo britânico a estas instituições, considera que o Executivo pode seguir dando algum tipo de respaldo a importantes entidades financeiras.
A Moody's desceu em um degrau as notas do Lloyds TSB (Aa3 a A1), do Santander UK (Aa3 a A1) e do Co-operative Bank (A2 a A3); em dois níveis a qualificação do RBS (Aa3 a A2) e do Nationwide Building Society (Aa3 a A2); e também rebaixou as notas de outras sete pequenas entidades de crédito hipotecário.
Por outro lado, a qualificação do banco Clydesdale foi mantida em A2 com perspectiva negativa.
No campo das matérias-primas, o barril de petróleo do Brent com vencimento em novembro fechou em alta de 0,14% para terminar cotado a US$ 105,88 na Intercontinental Exchange Futures de Londres (ICE). O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) registrou alta de 0,47% para terminar cotado a US$ 82,98 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).
No front acionário, As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta sexta-feira em alta em alta pelo segundo dia consecutivo, o maior ganho da região em dois anos, refletindo a reação positiva dos investidores ao anúncio de que o Banco Central Europeu irá socorrer os bancos em crise da região da zona do euro, elevando as perspectivas de ganhos para os credores destas instituições e exportadores do continente. 
Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index teve valorização de 1,12% aos 7.211 pontos; na Coreia do Sul, o referencial KOSPI Composite avançou 2,89% aos 1.759 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, ganhou 2,79% aos 16.232 pontos;No Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio subiu 0,98% aos 8.605 pontos e em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, subiu 3,11%, aos 17.707 pontos. 
Na China e na Índia as bolsas locais permaneceram fechadas. 
Na agenda local, O índice coincidente composto do Japão, que mede as condições atuais de negócios, subiu para 107,4 pontos em agosto, de 107,1 pontos em julho. A leitura prévia está em linha com o estimado pelo mercado.
O índice de indicadores antecedentes (Leading Index), que mede as expectativas para a economia para os três próximos meses, caiu para 103,8.Já o índice de indicadores passados (Lagging Index), que é usado para confirmar o desempenho econômico dos três meses anteriores, subiu de 88,6 para 89,6 pontos. 
No velho continente, As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta sexta-feira em alta pelo terceiro dia consecutivo, repercutindo a reação positiva junto aos mercados do avanço acima do esperado do relatório de geração de empregos dos Estados Unidos, divulgado nesta manhã.Com o resultado, os índices acionários europeus completam também a segunda semana de ganhos. 
Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,54%, aos 5.675 pontos; em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,66%, aos 3.095 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 1,29% aos 15.529 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 avançou 0,23% aos 5.303 pontos, e em Madri, o índice Ibex 35 teve alta de 1,08%, aos 8.798 pontos. 
Na agenda local, os setores privado e público geraram 103 mil postos de trabalho em setembro, segundo o relatório de folha de pagamento, exceto agricultura (payroll).O dado veio acima da expectativa média do mercado, que era de ganho de 55 mil. O resultado do mês anterior não foi revisado, não apontando criação de empregos.
A taxa de desemprego no país permaneceu em 9,1% no mês passado,em linha com a estimativa do mercado que projetava estabilidade. O número de desempregados no mês passado permaneceu em 14 milhões, também estável em relação a agosto.Os estoques do atacado (Wholesale Inventories) subiram 0,4% em agosto ante julho, para US$ 464,3 bilhões, segundo dados do Departamento do Comércio norte-americano.O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado que era de expansão de 0,6% (previsão Forex Factory).
No Velho Continente, a produção industrial na Alemanha caiu 1% em agosto ante julho, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Economia alemã. No mês anterior, o indicador havia subido 3,9%.O dado veio acima da estimativa de mercado, que aguardava queda de 1,5% (previsão Forex Factory).
Em Wall Street, os principais índices acionários de Wall Street encerraram o pregão desta sexta-feira em queda, refletindo a preocupação com a dívida da Europa que tende a piorar ofuscando mais rapidamente a previsão de crescimento de emprego americano.Ao final desta jornada, o índice industrial Dow Jones caiu 0,18% aos 11.103 pontos. O S&P 500 recuou 0,82% para 1,155 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 1,10% aos 2.479 pontos.
Na bolsa brasileira, após operar em alta durante boa parte deste pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo reverteu os ganhos acumulados nas duas últimas sessões e encerrou a jornada desta sexta-feira em queda de 2% aos 51.243 pontos. Com o resultado, o índice acumula perda de 2,06% na semana. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 5,52 bilhões. Do lado cambial, O dólar comercial encerrou as cotações desta sexta-feira em patamar negativo, acumulando assim quatro baixas seguidas. No interbancário a divisa era cotada a R$ 1,769 na compra e R$ 1,771 na venda, queda de 0,81%.No mercado futuro, o contrato para novembro negociado na BM&F operava em queda de 0,72% a R$ 1,779.
(CRC - www.ultimoinstante.com.br)


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